E depois desta musiqueta toda faz-me algum sentido falar de diversão, nas sua diversas vertentes.
A palavra "diversão" ganhou entendimento real na época mais despreocupada da minha vida.
Os finais de tarde a jogar às "escondidas" na rua, enquanto me esbarrava diversas vezes no chão, é das melhores memórias de êxtase que guardo. O "quarto-escuro" nos aniversários dos amiguinhos também era hilariante, dava tempo para guinchar de medo como se quem fosse entrar não fosse um de nós e dava igualmente tempo para partirmos literalmente o quarto todo, bem como ainda vingarmo-nos de algum elemento grupal menos desejável.
Como este tipo de jogos havia milhentos, milhentos que mais não tinham que a simplicidade de sermos uns putos ocos e estúpidos ( e ao mesmo tempo tão espertos) de nos sabermos divertir com umas corridas, uns gritos, uns saltos e uns esconderes muitas vezes capazes de envergonhar agentes F.B.I (eu cheguei a esconder-me num armário de cozinha, em contacto com a secção tupperware). Tudo o que envolvia gritos de terror numa corrida era garantia de que o jogo era divertido!
Depois existe o verbo evoluir que nos impede de permanecer, com muito pesar meu, neste registo de divertimento.
4 comentários:
nem um casino tem tanta adrenalina como tinham estes joguinhos pá!
Rosinha... Escreveste "literalmente"?
;)
e não é que te imagino mesmo ao pé de tachos, num armário de cozinha?
Quando é que deixas de ser a mega mulher ocupada e te dignas a dizer "sim, posso ir!" heheh
La souer!
Escrevi pois! pàs vezes só sobravam mesmo os destroços dentro das paredes dos quartos! :)
palerma minha, arranja-me uma secretária e eu digo todos os dias! :D já sabes que sou má como administrativa!
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