terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Xau aí 2008

Venha o 2009 para fazermos aquelas resoluções espetaculares e cheias de vitalidade (ai este ano tu verás! este ano é que é! );
Venha o 2009 para termos os maus hábitos de sempre;
Venha o novo ano, com menos feríados que o anterior...
Venha a meia noite de 31 de Dezembro para sentirmos que algo de extraordinário vai suceder a partir de então;
Venha o ano novo, vida cada vez menos nova;
Adeus 2008... acidentado 2008, não me deixas saudade- língua de fora para ti!
Espero por ti 2009, cheio de eh pá...coisas novas e isso.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Natal meu, Natal dos Iglesias

Querido Pai Natal,

Repara como este ano não te vou pedir para me dares nada em especial. Repara-me só nesta humildade.

Fruto da minha atenção, ao longo de alguns anos, à família Iglesias naquelas fotografias felizmente cedidas pelas revistas que as mães vão comprando, ou nos cabeleireiros nas mesinhas de vidro , ou mesmo nos quiosques ou bombas de gasolina quando não resistimos em posicionar-nos na secção dos jornais importantes, mas com um olho naqueles escândalos que fazem muitas vezes o nosso dia: Angélico com dúvidas da sua capacidade de conciliar carreira com amor, desenvolvi então um forte magnetismo pelo seio familiar do Júlio Iglesias.

Este ano, querido Pai Natal, peço que apenas dês continuidade à aura que envolve este clã.
Não há fotos dos Iglesias em que não pareçam que estão em sintonia, felizes e plenos de amor.
Não há fotos dos Iglesias em que os filhos não pareçam uns anjos.
Não há fotos dos Iglesias em que o Júlio não ostente um ar folgado.
Não há fotos dos Iglesias em que a esposa não pareça que quer ter o 34º Iglesiazinho.
Não há fotos dos Iglesias em que eles não apareçam de branco, sempre zen e até meios atordoados de paz.

Ninguém imagina como os Iglesias me fascinam pelo que enumerei.
Este Natal só quero que os Iglesias continuem.
O resto, Pai Natal, o resto tu já sabes.

Ass: Rosie

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

vita minados

eh bá...tu tens é de cobeçar a cober buitas verduras... a sério... eu bor exemplo cobo ibensas bitabinas e isso... bá é que senão isso faz-te besbo buito bal...faz besbo....
estou é buita doente... é belhor ir à farbácia comprar cenas bara isto...

bas olha que é....aquilo que te dizia....bá...cobe vegetais e bitabinas...senão betes-te nuba alhada...

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Está bem, abelha!

Não sou a maior fã dos animais domésticos (já hienas ou javalis, tudo bem!).
Gosto de cães, mas quando são pequeninos e aprendi a gostar de cães da Serra, São Bernardos e Labradores e, se calhar, fico-me mesmo por esta humildezinha lista.
Já gatos....como dizer...põem-me doida!! Olho para um gato e dá-me uma extrema vontade de o pontapear. Não podia ser mais sincera.
O meu problema com os cães é que, na maioria dos casos, gosto mais de os ver ao longe.
- está todo contente! - quando começam naqueles saltos em que se elevam até à minha cara e ladram e pulam e vão e voltam, em movimentos esquizóides. Ninguém lhes entende a rota quando estão então felizes.
- pois...está contente, mas alegrias excessivas nunca fizeram bem a ninguém!- defendo-me sempre naquele tom de contadora de histórias, enquanto fecho os olhos depois de os ver cavalgar na minha direcção.
Não consigo meter a minha mão na boca deles e estar naquele movimento terno e brincalhão como se fosse eu um cão também e quisesse espicaçá-lo.
Temos realmente medidas diferentes de alegria e isso afasta um pouco o mundo animal de mim.
- ele não faz mal, não tenhas medo!- quantas vezes eu já ouvi isto enquanto percebia perfeitamente que se eu não saísse de cena levava uma boa mordidela, mas isso realmente não é fazer mal. Os cães é que são muito brincalhões! Mal fazem os raios u.v.!
A última vez que tentei entender a jovialidade de um cão, foi num dia de neve a explorar a cidade. Não tivémos aulas, o que é que vamos fazer? vamos meter-nos pelos trilhos mais desconhecidos que é tão lindo!!
Chegadas a um ermo qualquer, um cão a ladrar, a ladrar, a ladrar e a cavalgar. Não pude fechar os olhos como eu gosto e gritei. Mal, eu sei. Mas gritei e arriva uma senhora, qual Evita, à varanda da única casa que ali existia e eu em plenos pulmões:

- O CÃO É SEU?!
- É.....!
- ENTÃO CHAME-O POR AMOR DE DEUS!!!!!
- eh...também tenho medo dele....

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Caramba Obama

Vá lá...
Acalmem-se lá com o Obama.
Pode ser o ínicio de muita coisa, o homem parece efectivamente promissor, é uma alegria muito grande entender isso, há muita fé, há esperança, há sonhos, há magia no ar, mas vamos acalmar-nos.
Já não aguento ver, ouvir e presumir um yes, we can. Já mete fastio.
Estou com medo de ter sonhos com o Obama e a sua dream-real-family.
Estou enjoada desta tour de eleições americana.
Eu sei que é muito importante, juro que sei!!
Mas vamos dar espaço ao senhor para mostrar o que vale, sem alaridos e fundamentalismos, vamos deixar que ele devolva ao mundo um pouco mais de sensatez, normalidade, equilíbrio, simplicidade e justiça, tal como estamos todos a acreditar que ele seja capaz, que ele seja O homem.
Temos é de nos acalmar um bocadinho.
E eu preciso particularmente de umas férias de bandeira dos States a esvoaçar por entre discursos eficazes, gritos de alegria, choros de oh-my-god e acenares triunfais às massas crentes.
Obama, tu dá-lhe, há todo um mundo de positivismo nos teus ombros, mas faz-te à estrada e, passo o plágio, VAIMASÉTRABALHAR!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Força de viver

O pior às vezes é mesmo nunca a perder.
Ter sempre presente que existem coisas muito importantes e maravilhosas que, no geral, nos fazem agarrar a vida com unhas e dentes. Ter sempre a capacidade de esquecer o horrível que é estar numa fila de trânsito nas vésperas de um exame da faculdade e sentir o estômago prestes a sair pela boca, o horrível que é ser-se adolescente (o que por si só já pode ser motivo mais que plausível) receber um telefonema às 10 da manhã de uma mãe ou pai, logo à noite já conversamos minha menina: acabaram-se as saídas este mês!!, agonizar o santo dia até ouvir a chave na porta de casa, o horrível que é o primeiro desgosto amoroso e ter a exactidão tão firme que aquele ser de 12 anos que anda à pedrada no carro do professor de matemática é o nosso amor da vida, o horrível que é começar a avistar a pauta onde poderá estar uma nota não desejada, o horror da zanga de um melhor amigo e os minutos antes de o vermos, o horror de entrarmos para o banho e acabar a água quente, o horror de nos perdermos de carro sem gasolina, e um sem fim de horrores que momentaneamente nos põem a ferver e pensamos que talvez o balançar na ponte 25 de Abril seja uma opção, mas só ali, naquele instantinho de desespero, e depois poderíamos "voltar". E vistas bem as coisas, tudo isto é secundário e passageiro.
Mas hoje eu quis ir e voltar.
Trabalhar até à hora de ir dormir, no belo do escritório, a preparar com afinco a coisa X. Vamos chamar-lhe assim, para não agoirar mais. Coisa X, pronto.
Dormir pouco, acordar, estar cansada logo a uma 3a feira, chegar ao belo do escritório (tu outra vez?), abrir o pc, abrir o pc...., não ver o documento no ambiente de trabalho (onde deveria estar), não o ver em mais recanto algum do disco rígido, do disco não-rígido...eu sei lá... a coisa X foi à vida dela, passar umas férias bem longe daqui. A informação que tinha em papel, tinha-a rasgado triunfalmente no dia anterior, aquando da conclusão da coisa X e, portanto, lixo.
Olá suores frios, olá engolir em seco, olá verbalização para os demais colegas, olá pânico!
Visões dos meus braços pendurados na estrutura metálica da ponte 25 de Abril, o vento a fazer-me ganhar balanço e a mandar-me por aquelas águas onde iria descansar sem pensar mais na coisa X.
A força de viver ali bem ao nível dos meus tornozelos.
Mas depois até que fica grande, até que vou falar com o senhor porteiro e perguntar onde poderá estar eventualmente o lixo, onde jazz o triunfo em papel de outrora.
Encarar o lixo das empresas alheias, encarar o lixo da empresa onde quis morrer hoje.
A força de viver agora ali bem ao nível de Plutão quando vi a papelada envolta em restos de café e leite alpro de soja já apodrecido (ainda bem que era teu minha Gui), agarrar no saquinho e dizer-lhe vou levar-te comigoooo!
Foi bonito. Haja saúde.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

oh not happy days

Estas primeiras chuvas são como uma coroa de espinhos na minha cabeça.
Não me chegam a deprimir, mas são uma espécie de formigueiro que me percorre o corpo de revolta. Revolta que me obriga a pôr uma lente menos positiva do que é costume.
Há 5 minutos atrás dei por mim, aqui, sentadinha em frente a uma papelada e uns emails, a sentir que algo de horrível e de triste se estava a passar na minha vida. Uma melancolia que era menina para chorar. Aquela sensação de quando estamos a dormir e acordamos em sobressalto porque algo de angustiante se está a passar nas nossas vidas e não sabemos identificar nos primeiros segundos, acordei porque vou ser presa? acordei porque me vão amputar um braço? ah sim sim, vou ao dentista depois de almoço amanhã!, essa sensação de não identificar o que causa esta aceleração cardíaca de desânimo, mas que viro a cara para o meu lado esquerdo e entendo. Fiquei pasmada a olhar pela janela a chuva a gozar-me lá fora, aos gritos, em manada...
Como te odeio chuva, como me enervas, como me pões em transe, como me pões desgrenhada e ainda tenho de ouvir os está-muito-despenteada-hojeeee, como me fazes estar dentro do carro mais tempo a perseguir uma gota ridícula no vidro só porque quero esperar que ela chegue até às escovas do limpa pára-brisas e ver se entretanto ganhei mais coragem para te enfrentar, és um nojo, odeio-te e só os agricultores gostam de ti.

terça-feira, 28 de outubro de 2008



E é mesmo isso, já estou farta do meu blog!! A-ha!
Despeçam-se dos posts por teminhas pois essa disciplina estava a impedir que toda a parvoíce fluisse naturalmente no meu cerebelo !
Assim vou passar a poder não falar do Obama à mesma, vou poder repetir relatos inchados de ódio nas minhas segunda-feiras, vou poder enganar-vos e dizer que vou de férias quando efectivamente não vou, vou poder continuar a ignorar o crash bolsista, vou falar um dia do quanto odeio gatos e no seguinte de super maxis, vou falar de receitas de culinária que nunca fiz, vou enjoar pela repetição, vou enjoar pela repetição, vou enjoar pela repetição, vou enjoar pela repetição, vou enjoar pela repetição, vou enjoar pela repetição ( fantástico, não é?).

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

soja,soja,soja,soja

Os rebentos de soja foram o meu primeiro enigma nesta nova era alimentar.
Primeiro, o termo "rebentos" traz-me de imediato à cabeça o verbo rebentar. Foi algo que rebentou e agora andamos todos a comer o produto da rebentação.
Não me parece lá muito bem. Mas isto sou eu.
Depois...o soja? a soja? onde nasce? porque é que a minha avó nunca me falou em soja? o que é concretamente?
Eu sinceramente não sei e o gajo que se lembrou de nomear isto também devia estar um pouco rebentado.
Às tantas o mítico Marco do big breda (saudades das tuas lágrimas Teresa Guilherme).

terça-feira, 14 de outubro de 2008

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Quiz

Como é que é possível gostar-se de cebola cozida?

a) porque não temos papilas gustativas;

b) porque nos lembram lesmas e é divertida essa imagem;

c) porque nuncos nos lembrámos verdadeiramente de emitir um juízo de valor sobre uma boa posta de cebolinha cozida e agora, pensando bem, é de vómitos.


(agora entendo).

Icebergue alimentar

Vocês quando eram miúdos parvos também comiam gemadas quase diariamente?
Também tiveram esse período inexplicavel de adição ao ovo líquido?
Como é que eu permiti a mim mesma esse deboche?
Gostar de partir o ovinho, deitar num copo e despejar um rio de açucar para cima...
...mexer muito bem e comer aquela gosma amarela. Como?

oooora...

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Somos o que comemos

A propósito de conversas estranhas com malta que diz que come bem, vou pois abordar a roda dos alimentos.
Muito mal se come hoje em dia (digo eu que como mal).
Mas para quem é esquisito e pouco dado a novas aventuras nestes trilhos, vivem-se tempos realmente difíceis.
Existe um café a atirar para o posh nesta rua onde sou escrava, que tem muitas coisas diferentes. Tão diferentes que eu não consegui comprar o meu almoço e levava na alma essa vontade.
"Esta quiche é de quê?"
"É de alho francês e beringela!"
(Tudo bem...eu nunca fui muito de quiches. Calma.)
"E este folhadinho?"
"É de tofu!"
(temos um problemita...a que saberá tofu? e se eu nunca quis saber ao que sabe, vou hoje querer?....eh...adiante...)
"E este de massa tenra?"
"Ah! esse tem pesto e tshomin"
(ok. o "tshomin" para já ainda é produto da minha imaginação e má audição. Tudo bem. Mas foi algo do género que a senhora proferiu).
Foi vergonhosa a forma como me rendi ao meu classicismo alimentar. A verdade é que sou obtusa e extremamente fraquinha em desbravar caminhos como o do tofu e da beringela e do alho francês avec nozes caramelizadas . Não vale a pena.
Faço parte daqueles saloios que se sentam num banco feito de granito, ao solinho, a ver passar a procissão e a comer côdeas de pão com manteiga.
Somos o que comemos, sou uma rural.

Shiiiiiu...

Termino com o tique do silêncio quando algo parece não correr bem.
Tenho já um exemplo muito concreto: lá vão uns valentes dias em que a nova mascote do multibanco invadiu os ecrãs onde nos especamos à espera do dinheiro ou do talão.
Podemos comentar isso agora aqui que ninguém vê?
O que é aquele boneco medíocre?
Ainda pensei que o atm, onde constatei pela primeira vez a dita nova mascote, que estaria num update qualquer e, portanto, para não gastar tanta energia, estaria num modo ms-dos aplicado aos multibancos (eu sei que nada disto existe, mas entendem a ideia de um programa primário).
Quando começo a perceber que o boneco, com cara de meteram-me-aqui-e-agora-não-posso-sair-e-pior-que-tudo-é-que.tenho-de-ter-o-sorriso-colado, é afinal o novo substituto do outro que foi embora e que era muito mais simpático, risonho e marcante. É que eu amava aquele pestanejar de olhos e era como família já.
Este novo boneco do multibanco é ridículo.
Ridículo, amorfo e tem mesmo cara de quem não quer estar ali.
E, pelo menos, dia sim, dia não todos nós vamos a um multibanco. Como é que ninguém comenta isto? como?! não sentem falta do outro que nos acompanhou durante anos? que ficava triste por nos mandar a outro multibanco? que tanta conversa nossa ouviu, que tanta fúria nas teclas teve de aguentar? acham isto justo? e é com este silêncio nacional?
Este verde de sorriso imbecil e com os braços no ar... não vai ser fácil conformar-me, não vai.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Aqui há tique IV

Ora, ora, ora...
well, well, well...
Este é um dos tiques que eu mais aprecio na humanidade.
As estatísticas devem dizer que 1 em cada 2 sujeitos não consegue conter o espanto perante um espetáculo de pirotecnia.
Mesmo se fosse possível juntar uma categoria de velhinhos, na casa dos 90 invernos, daqueles jarretas refilões e que tivessem visto mais de 500 espetáculos destes, garanto-vos que uma fatia considerável deles iria dar mostras de espanto.
É um fenómeno.

- oooooooooh
- iiiiihh! olha ali aquele......eh pá.....tão lindo....(snif....)
- eh...eh lá.....aaaaaaaahhhhh
- tão lindo...... oooooooooh......

É mais forte que nós. É mais forte que o feitio mais introspectivo. Não há quem aguente estar perante estas luzes no céu e não deixe escapar um ooooooh...

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Shampôs há muitos

Também os rótulos dos shampôs têm algo de viciante. Prometem tudo caramba.
Os seus cabelos vão ficar assim, assado, cozido, grelhado, tostado e salteado.
E eu acredito, ali uns segundos, que aquele é que sim. Aquele é que deve ser mesmo diferente. Aquele é que tem as propriedades mágicas. Ui, nem quero imaginar de tão sedoso, brilhante e único que vai ficar. Ai ai, que vou levar, ai que eu vou lavar o cabelo, ai que eu vou lavar o cabelo com a poção mágica, olhem que lá diz que é mágico. Ai que já estou a lavar, olhem que isto seca num instante, ai que é hoje que eu vou entender os gritinhos das mulheres da herbal essences no meio de folhas de plátanos, ai que já lavei o cabelo, ai que já secou.
meu deus....

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Eu é que não sou parva!

Hoje em dia já não há grátis para nada.
O grátis de hoje implica sempre um custo, um esforço ou uma figura triste.
Ainda sou do tempo dos grátis, grátis, grátis, mas mesmo grátis.
Uma entrada grátis porque pertencia à classe das crianças.
Umas pastilhas grátis porque vinham anexadas a um pacote de batatas fritas.
Uma bicicleta grátis porque se juntaram cupões de 5 pastilhas gorila e foram remetidos para um apartado qualquer.
Uma viagem grátis por uma frase original e parva sobre o Mário Soares.
Havia sempre qualquer coisa de realmente grátis.
Havia.
Ainda ontem decidi travar na montra de uma agência de viagens (sim, já sei que isso também é uma forma de ultraje a mim mesma...) e lá olho de lado para a palavra "grátis".
Então "grátis crianças".
A frase maravilha com um boneco bebé muito sorridente. Depois em letras tão insignificantes que até me ficaram a doer o olhos do zoom que tive de fazer: "crianças a partir de 399€".
E pensei para mim mesma: mas será que estou a entrar numa espiral de Floribela em que tudo é caro e pobres dos ricos que não têm nada, mas que têm tudo, mas que não têm nada?
Mas não, o grátis é uma mania realmente irritante de os marketeers mostrarem que 90% dos consumidores são acéfalos. Desde quando 399€-uiiiiiiii-ainda-não-somos-400€ é grátis?!
Isto é para uma pessoa se sentir mal?
Ponham "acessível", "bom preço", "vale a pena", "compensa", "pense pelo menos duas vezes". Ponham um sem número de alternativas menos chocantes ao grátis.
Coitado do grátis, mais vendido que as meninas da profissão mais antiga.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Aqui há tique III

Mas havia necessidade de a Tina Turner andar sempre de pernas abertas?
Não havia Tina, tem tino.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Mania de falar mal

Que a futura geração de jovens adultos vai ser muito diferente da que temos actualmente, isso já nós sabemos (quem não sabe fica desde já a saber).
Agora que a futura geração de jovens adultos terá que ter permanentemente a conhecida bolinha vermelha no canto superior direito do ecrã onde actuam, isso já é uma informação mais ou menos nova.
Quem é que nunca leu aquela rúbrica, mail, folha de revista, escrita pelo Nuno Markl em que fala da geração nascida na década de 70 e 80? E o que nos rimos e revimos por sentirmos na pele que andar à pedrada e a comer relva sem histerismo dos progenitores, acabou por nos conferir um status em vias de extinção.
Somos os últimos bons.
Somos os últimos duros.
Somos a última fruta da época. Parece-me que a seguir vem tudo podre.
É oficial que existe a mania de se falar mal. Tem que se falar mal para se ser cool. Tem que se falar mal para se ganhar algum poder.
A grande maioria dos adolescentes (claro que haverá sempre aquela franja de pessoas com idade para terem, pelo menos, linguisticamente juízo) gostam de, numa frase, dizer 10 asneiras e palavras altamente estúpidas a meu ver.
"Está alte dia!".
O que é que facilita dizer "alte"?!
Consigo compreender, por exemplo, o "bué", eu também o dizia em todas as frases que pudesse. Facilita e é nice. Não vamos dizer "muito" e "extremamente" com 17 anos. Temos de ir dizendo "bué", encurta e facilita. Mas já que não é para facilitar, ao menos que tivesse a tal estética cool. Não é o caso. É totalmente forçado.
Mas enfim, estas coisas até escapam.
Agora perceber que existe um tique assumido em saber muito de tecnologiazinhas, o melhor Ipod, a PS3, telemóveis, mp3, programinhas de internet dos mais variados e depois dar calinadas gravíssimas como a que ouvi na semana passada, deprime e de que maneira.
O melhor mesmo é vedarem o acesso a todos os orgãos de poder a esta futura geração.
Temo que não consigamos ter uma velhice digna.
Portanto, ia eu no metro, na minha viagem para casa e um grupo de estudantes universitários ao meu lado a trocarem as mais diversas impressões. Chega o momento que me marcou, vindo de um ser que teria, no mínimo, 20 anos:
- ya....acho que isso é tipo aquelas cenas das árvores ginecológicas!
E o grupo continuou a falar, sem riso geral, sem correcção, sem achar que foi dito ali algo de mais ou menos incorrecto, pouco científico, inexistente.
Um grupo de 8 pessoas, meus amigos. 8 pessoas, só ali.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

E depois o Chocapic...


Então mas alguém me sabe explicar porque tanto gostamos nós de ler os rótulos de cereais quando nos decidimos abancar a tomar o pequeno almoço (long time, no see ) ?
Alguém me sabe explicar porque é que de repente queremos tanto ler o regulamento para o concurso "sê um chocapic na tua escola"?
Alguém me sabe explicar porque é que os valores nutricionais da porcaria dos cereais têm tanta importância naquele momento e a seguir vamos almoçar um bife com batatas fritas que rebenta certamente com o que seria desejável em termos nutritivos?!
Alguém me sabe explicar porque é que quando vemos DDR* , somos impelidos a ir confirmar que somos até cultozinhos e que significa mesmo Dose Diária Recomendada?
Não estou sozinha neste mistério, pois não?!

Porquê?

Oh pá, mas porque é que eu não consigo ouvir uma música seguida no carro? porquê?! É que não me consigo controlar. É mais outra tara ou mania ( como diz o meu querido amigo Marco Paulo- que saudades das tuas músicas, Marco...) que se tem vindo a agravar na minha pessoa. Não consigo aguentar uma música inteira no carro, não consigo ouvir mais 2 de minutos a mesma frequência de rádio, não consigo ouvir mais de 5 músicas do mesmo cd, não dá.
Nas viagens levo sempre o porta-luvas aberto para ir tirando todos os conjuntos de cd´s e desenvolvi, aliás, uma destreza incrível em abrir o porta-cd´s, analisar bem o que vou querer, ejectar o cd que já fartou, inserir o que não vai durar muito, enfim. Nisto já sou boa! Em Portugal, devo ser a mulher que mais cd´s muda por km percorrido!
A minha fiel viatura, para piorar mais as coisas, tem um infernal comando no volante que me permite tornar ainda mais esquizóide o rádio.
E pronto é mais um tique. Para a semana há mais.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Aqui há tique II

A amiga Judite de Sousa junta-se à grupanga dos tiques!! Fala (e fala bem, sim senhor!) com um cunho diferente nos "r"s. O seu "sotôd" porque não consegue dizer "sotôr", o seu "percebed" porque não consegue dizer "perceber" e o seu "azad" nesta sua relação com a letra R só para ter 99,999999% de legitimidade quando está a falar!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Simpatia- esse tique!

Existe um senhor porteiro do prédio onde trabalho com um tique de (extremamente) bem com a vida. E é um tique de bem com a vida porque só isso pode explicar porque é que este dito senhor é sempre tão cordial, seja aquilo osso do ofício ou não! A verdade é que sai-lhe com muita naturalidade e sentimento.
Então uma pessoa passa de manhã, bem trombuda, com azia na voz e sangue quase a jorrar dos olhos, e não é que ele não se demove da simpatia?! Avanço meramente com o meu bom dia social, ao que ele responde sempre com um bom dia espontâneo, sentido e amável! Vocês acreditam nisto?!!! Não é de uma pessoa o abanar, como se abanam aquelas máquinas do metro com chocolates quando o que escolhemos fica pendurado!!
E o pior é que nunca se fica por uma deixa espontânea, meiga e simpática! Diz pelo menos duas de seguida. Não há quem o iguale, NÃO HÁ! É o tique da simpatia, a compulsão de proferir, pelo menos, duas agradáveis notas de boas vindas ou despedida.
Já o tentei fintar, encurralar pensando em 3 notas agradáveis sem que ele tivesse a mínima hipótese, a cauda de chance para ser mais simpático que eu. Mas nunca venci, já tive a taça na mão, mas nem que mais não seja ele ganha-me com o remate do "se Deus quiser" completando a minha 15ª nota agradável que possa ter dito sem respirar.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Aqui há tique I

A celina tem diversos aliás. Mas eu adoro (irrita-me, claro) este tique dela de fazer biquinho a cantar à lá je suis graciosa et je tenho um potencial de voz extraordinário!

Tique Award

O prémio para melhor tique vai para os seres que piscam sobremaneira os olhos a falar como se tivessem uma fauna de bichos lá dentro! Muito bom! São os meus favoritos!

Calma que há mais!

Lembrei-me este fim de semana que tenho ainda outro tique. Pelo menos uma vez por dia, gosto de fixar os olhos numa direcção qualquer e só os desviar quando começam a arder! E acreditem ou não são uns valentes segundos de paz que acabo por conseguir! Uma paz seguida de um ardor, o que segue a regra nr. 34 da vida- gozar-para-depois-sofrer. Vá e não me venham com tretas que eu sei que não sou a única com estes lances meios masoquistas! Sei de pessoas (imagino que muitas congelem com esta minha afirmação muahahah) que quando têm uma ferida, passam o dia a arrancar a crosta e de alguma forma a magoar ainda mais o local afectado e sei de outras que estão sempre a morder o lábio até fazer ferida! E estes são tiques e dos maus!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Tique da Rosa

Para poder gozar com os tiques alheios, lá terei de revelar o meu, não é verdade? Se bem que não é um tique, é um problema, mas com aspecto de tique, mas problema, mas tique, mas problema, mas tique (adoro isto!!).
Bom, eu fui em tempos uma miúda com um ritmo de vida bem completo: sem vícios, estudante e desportista. Deste tempo áureo, resultaram duas deficiências físicas: os meus braços, que ficaram tortos, e os meus joelhos, que ganharam vida a mais.
O tique (mas problema) é que tenho de estar sempre a estalar os joelhos quando estou parada. Então, xotôr, o que se passa é que dá-se-me uma espécie de dor, ardor e sensação que está uma articulação presa e tenho de estalar. Portanto, às vezes estar sentada em espaços muito confinados, como um carro, ou ter pessoas à minha frente sentadas, como num café, é sempre problemático, pois para estalar preciso de esticar e dobrar a perna. Enfim, já vão uns aninhos disto. O último médico que analisou este problema foi positivo "...é algo que a vai acompanhar até ao fim da sua vida, mas pode sempre tomar umas coisitas que podem ajudar, mas também nada de especial...". Conclusão: tenho a honra de ter o meu problema-tique-insolúvel a acompanhar de muito perto o meu percurso existencial!
Este é o meu tique e tu já tens o teu?!

Vou falar de tiques

Parece-vos um bom tema, não parece?!
Eu cá sabia que sim.

(Interrompemos a emissão....)

(...para comunicar, pela primeira e última vez, um assunto sério neste blog.
Estou potencialmente apaixonada. E por quem? perguntam vocês e muito bem!
Minhas amizades, vou ser tia!! TIA!
O meu sobrinho loiro vai ser a minha próxima paixão!
__________________________________________________________
Meu bébe loiro,
A tia está muito deserta que chegues para te ir desfilar por esse mundo fora, vais comer muitas gominhas, dizer muitas cretinices, vais ser fã de pizzas e afins, vou-te buscar no meu Vitorino e lá iremos espalhar magia pelo trânsito, vais dizer tia Rosaretti antes de dizer Mamã e Papá, vais decorar o meu número de telefone de forma muito precoce, vais gritar muito para casa dos teus pais de cada vez que a tia tenha de te deixar lá, vais querer ir para os parques infantis abominar os outros miúdos, vais andar ao meu colinho muito abraçado a mim, quando aprenderes a andar dás sempe a mão a tia, quando as velhas beijoqueiras te chatearem dizes que não queres dar beijinhos porque elas picam, vais acreditar no Pai Natal só até aos 4 anos e vamos ser muito fãs um do outro, boaaa?
A tia Rosa já tem o coração a esticar para ires para a suite presidencial.
Até já meu sobrinho bebé! )

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

O post das férias


É que eu sei que se um tipo não fala de férias sente-se um outsider. Portanto, o procedimento normativo será o relato mete-nojo, ainda que tenha que recorrer à aldrabice. Deverá igualmente queixar-se por não permanecer nesse regime bucólico o ano inteiro.
Mas eu só digo verdades, minha gente... as minhas férias começaram com um salto em queda-livre e mais não digo (não vos quero roídinhos).

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Pedalar...

Há uma imagem minha que me faz sempre rir.
De todas as vezes que andava de bicicleta caía e esta acabava sempre em cima de mim. Não havia queda em que nos separássemos. Eu e o celim funcionávamos como uma espécie de cordão umbilical.
Mas um dia achei que isso ia acabar, quando atrás de minha casa, lá andava eu a pedalar por aquele espaço onde ocorria toda uma dinâmica de obras, montanhas de cimento, betão armado e camiões. Pedalava sem fim enquanto contemplava o horizonte, até ouvir um buzinar monstro de um camião que era, afinal e no fundo, o meu real horizonte. Era então o meu horizonte com uma grelha Salvador Caetano ao encontro da qual eu tão sabiamente estava a ir.
Assustei-me de morte quando me vi tão perto daquele monstro, travei o que pude, mas fatalmente o movimento atlético deu lugar a uma desinteria de curvas e contracurvas, em série e inacabadas, que me fez mandar um vôo digno de ovação.
Acabei no chão, safa de ter entrado directamente para aquela grelha, desgrenhada com os joelhos completamente rafados.
O mito, contudo, permaneceu. Eu fui o Pikolin daquele celim.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Aqui há diversão V



Não calculam como sempre sempre sempre sempre sempre sempre sempre sempre quis uma casa destas. É que não calculam.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

É divertido porque já passou

Eu tenho que vos contar, tenho um trauma renal, tenho, sim senhor.
Não sei se alguma vez tiveram a sensação prolongada de que vão morrer. Eu tive e bem prolongada e tenho efectivamente que falar disto. Vou fazer psicanálise aqui convosco.
Vamos lá então...lights off.
Este ano, um belo dia, acordo para trabalhar e senti que ia morrer. Tão simplesmente assim. Senti que a vida me escapava não por entre os dedos, mas por entre os rins. Acordei então com uma dor lancinante que me fez pensar "são assim os fins dolorosos minha menina".
Só tive tempo de me vestir para o meu funeral. Vesti umas jardineiras, meti-me no carro, vi-me ao espelho do elevador e pensei outra coisa: "vou morrer e vão pensar que sou o Shrek, estou igual a ele". Já no carro, escolhi a rfm e lembro-me que estava a dar o odioso André Sardet. Pensei outra vez "tudo faz sentido, até esta música para o meu fim."
Como loira que sou decidi adiar o meu calvário e ir para um Hospital que não tinha urgências. Sabia lá eu...! Eu só queria não morrer a ouvir o Sardet, isso é que não!!
Retomo o caminho, agora em direcção ao Santa Maria e em contacto com o meu pai "pai não-sei-o-que-tenho-é-uma-dor-que-AH-MEU-DEUS-...-Deus-meu-Nossa-Senhora-Senhora-Nossa- Deus-Pai-Todo-o-Poderoso-Meu-Deus ( e a minha conversa já só era do trato religioso).
O meu irmão e cunhada já vão chegar em meu auxílio. Sim porque eu ia morrer.
Apanho-me em Telheiras e abandono o carro para vomitar pela última vez na minha vida. Vomito em frente a uma escola. Os pais a deixarem os filhos e fitavam-me com o aperto de nunca os quererem ver no meu estado, ainda embriagada de bacardis lemon (eu também pensaria isso, é um facto).
Marco o 112- tantas vezes gozei com este número...-a senhora não entendia que eu ia morrer, mas acabava de chegar o meu Inem particular "filhos vou morrer", pensei de novo.
Lá chega a ambulância. Deitada na maca pensava (sim, pensei muito neste dia) "que ao menos chegue ao matadouro e me possam deitar sossegadinha sem esta sensação de montanha-russa".
- Oh senhora Rosário é a primeira vez que sente isto?
Senti-me tão chicoteada, então mas poder-se-á lá sentir muitas mais vezes que se vai morrer?!!! Respondi como um cão:
- acabem-me com isto, meu deus...! (não conseguia abandonar o dialecto mais cristão).
Chego às masmorras do Santa Maria, fui picada umas quantas vezes, eu que tanto medo tenho dessas coisas, sentia que me podiam transformar numa rede de pesca, cheia de furos. Já não queria saber, só via o deboche daquele hospital com o meu irmão a fazer envergonhar o melhor enfermeiro.
Eu olhava para o tubo do soro e percorria todo o leque de palavrões que conhecia. O soro no fim, as horas passavam e a vida continuava em mim. Pensava se aquela espera já era o purgatório. Até no purgatório esperamos....BOLAS!
Metem-me outro tubo de soro, mais umas eternidades a agonizar na minha derradeira existência e comecei a sentir Deus, Jesus, os santos todos à minha volta. Levantei-me da maca, demos todos as mãos e riamos muito "caramba malta, foi defícél , mas vá lá que valeu a pena!".
Estava no céu e já não distinguia quem era Deus, quem era o Santo António, quem era o Ghandi. Eram todos tão lindos.
E foi assim que saí do Santa Maria, com os grandes divinos a levarem-me em ombros, enquanto hurravam o meu nome e eu apercebia-me de como era maravilhoso o cheirinho a escape.
Cheguei a casa e fui a sorrir para os meus lençóis, que lençóis lindos, olha-ali-a-tua-secretária-Rosarinho-olha, que secretária linda, tudo lindo.
Assim sim, assim vale a pena viver.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Nintendo humano


Há qualquer coisa nos bebés nipónicos que nos diverte mais que nos outros.
Há não há?

segunda-feira, 21 de julho de 2008

American woman, get away from me

Diverte a muita boa gente o facto de parecer bifa. Já a mim não me diverte lá muito, passando a enumerar algumas razões:
-acharem que sou inglesa. É uma afronta.... as inglesas são, a meu ver, pirosas e oferecidas, no país delas não há sol e têm uma família real que me irrita só de os ver nas fotografias, todos com os dentes amarelos e com um ar senil e ainda têm um render da guarda que me fez estar especada numa viagem de estudo a ver os soldadinhos destroçar por ali fora;

- ser interpelada por pessoas que me fazem gestos à bobo da corte olhaaaa sou tuga e não sei como se diz isqueiro em inglês, mas pronto tens fire minha?!;

- não poder estar no Algarve sem que ouça um excuse me diário;

- estar nas Docas a ver o nosso portugalinho jogar e ser barrada por um camera de uma tv inglesa para dar o meu testemunho enquanto bifa Oh portugal is such a lovely place....and you know, I mean....I´m truly in love with ehm... PASHTEISH DE BELÉN ahahaha! oh such a great time in Portugal, yeah, yeah....

- "podias perfeitamente ser americana". Esta foi das piores que já ouvi, porque até me foi dito em tom depreciativo, eu sei. E até entendo. Americanos? God bless you all e tal, são os maiores, são sim senhor, mas para mim são dementes e massificados e têm sempre a bandeirinha em riste atrás deles.

(sou uma pessoa com muito poucos estereótipos sim, é isso mesmo que estão a pensar).

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Aqui há diversão IV




Eu adoro todo e qualquer pôr-do-sol.
Eu adoro todo o santo e diabólico pôr-do-sol.
Eu adoro um pôr-do-sol mesmo que me tirassem maltesers da mão.
Copperfield tenta lá isto...!

Há expressões do caraças...

...ele há mesmo.
Logo esta do "ele" coisificado é o delírio para mim. Ele parece que vai nevar, fica logo outra coisa. Afinal que piada teria dizer vai nevar? piadinha nenhuma. Com um ele metido na história, tudo é diferente e para melhor.
Todavia (ou no entanto, se preferirem), o meu favoritismo vai para as duas seguintes:
Alto gabarito (número um)
Armar ao pingarelho (já esteve no número um)
Levada da breca (não tem força para número um, mas ainda assim pertence ao top 3).
O gabarito é mais inexplicável, é uma expressão que me dá risa, só isso.
Mas....quem é o pingarelho? quem é a breca? quem são eles? será que existiram? será que ainda existem, que me posso cruzar amanhã com o pingarelho na fila de um supermercado? que a breca costuma estar às 6as no Maxim´s? eles são pessoas, disso ninguém me tira a ideia. Só gostava de os conhecer, poder entender o que é que o pingarelho tem de tão superior e a breca de louca. E não tentem vir com explicações redutoras destes dois. Eles são especiais de certeza, não me derrubem o mito.

oi?

Por falar em serviço ao cliente (third season), ser atendido por um brasileiro, naqueles cafés agora muito em voga com nomes meios anglo-nipónicos, pode ser melhor que ver um bom filme de comédia.
Já são conhecidos os pedidos trocados ou mesmo os que nunca chegam. No entanto (ou todavia, como preferirem) a nata destas odisseias é fazer-se um pedido, simples, muito simples, e ocorrer um problema ao nível acústico e semântico. Dizer era uma tosta mista sff, já foi confundido por um cê dgisse um suco de abacaxi?. Aconteceu-me, podem acreditar.
Eu entendo que não é fácil trabalhar longe do calçadão, das peladas, do grão de areia e do sambinha. Tudo bem, pronto, calma. É um sumo de maracujá é, já passou, vá.
(não confundir com surdez. esse assunto é muito delicado para mim :/)

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Aqui há diversão III


Esperar por esta trovoadinha e rir de medinho atrás dos vidros de uma janela. Ter a minha casinha aqui. O que eu me divertia também.

Menos perto do que é importante...

Por falar em serviço ao cliente, gosto muito de telefonar para uma qualquer linha de apoio às telecomunicações. A minha favorita é a da tmn (escrevo mesmo com minúsculas, se me permitem a confiança).
Aquela personalização do "Sô Dona Rosário, vamos ver o que podemos fazer para colmatar esta anomalia, peço-lhe que aguarde um instante" é poesia da melhor. Ora, um instante é vulgarmente conhecido e descrito como algo que está iminente, veemente e pertinaz. Acontece que se uma pessoa ainda tiver as bases da escola primária minimamente presentes e se ainda tiver a capacidade de noção de tempo, rapidamente entende que entre o conceito instante e o tempo que acabam por demorar há um momento lost in translation.
Portanto, o que há a fazer é esperar. Há uma anomalia a ser colmatada, isso sim é real.
Anomalia já é bonito, mas o verbo colmatar é mesmo o touch de eficiência que significa, mais gravidade ou menos gravidade da anomalia, ter de ligar umas 5 vezes mais até a boa da colmatação ser consumada.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Aqui há diversão II



era boa miúda para me divertir aqui também.

O que faz falta é espiar a malta

Adoro ir a uma loja e ter uma empregada atrás de mim. Revolteio alguma coisa e lá vai ela compôr no microsegundo seguinte. São ao que eu chamo as colaboradoras-vassoura. Mas essa é a qualidade.
Estes tipo de seres que podiam (e deviam) estar sorridentes e prestáveis, pois é o papel deles, a vida não é fácil para ninguém, portanto não vamos por aí, que deviam saber servir o cliente (TODOS servimos, quer queiramos, quer não!) costumam sim ter a notável capacidade de fazer sentir qualquer comum mortal um assaltante. É aqui que eu me divirto, fingindo que estou empenhada em assaltar e que estou até um pouco nervosa, emanando olhares muito fugazes e , normalmente, consigo criar um ambientezinho de tensão.
Costumam irritar-se se pedimos algo que não está exposto, muitas vão para o digamos....armazém, com raios e caveiras por cima da cabeça, como nas bandas desenhadas; outras vezes, dão aquele mote que me dá muito prurido o que existe está exposto ( e sempre dito de uma forma muito comprometedora e trombuda). Ora se o que existe está exposto, para que servirá um armazém? não temos resposta.
Na verdade, se formos educados temos que aceitar esta verdade de la Palice. Mas na minha pessoa fica sempre reprimido um balãozinho assertivo e proactivo "você desconfia de mim, não me deixa em liberdade mexer as coisas sem que me faça sombra e eu tenho que confiar que não existe mais nada do que está exposto?!!". Nunca consegui, não tenho este direito e tenho até alguma consciência do despropositado. Tenho sim.
Mas o que é que um armazém pode esconder da vida de uma loja? A verdade é mesmo a dura incerteza.
Para além destas questões que me assaltam durante a noite, e por forma a combater a ausência de respostas, continuo a fazer o meu número de assaltante-ai-que-estou-a-ser-descoberta nas lojas onde a pessoa que nos atende tem uma magnum calibre 44 ( oh o que eu percebo disto!) apontada à cabeça. É giro, é giro.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Aqui há diversão


não sei...digo eu.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Rosa Rosae Rosarum

As pessoas neste mundo que não se chamam Rosarinho não calculam o que perdem.
Toda a gente se devia poder chamar assim sempre que estivesse mais em baixo. Uma Joana neurótica devia ter, pelo menos, 15 dias semestrais de Rosarinho; já um Paulo revoltado umas horas semanais como possuidor deste nome feminino, e por aí fora...
Posso enumerar as situações mais recentes como estar num cabeleireiro e ouvir "está bom assim prá você, Rosanna?" e, não satisfeita a mesma personagem, quando ainda há a esperança que olhe para o cartão e veja o meu verdadeiro nome, "podi pagar com visa, Susana!" . Portanto, só nesta situação uma única mulher consegue dar-me nome de cantora e num segundo momento passar então a atribuir-me um outro normativo; No trabalho já é mais que um habitué o deturpar do meu nome- atender o telefone "estou sim, gostaria de falar com o Rogério Aleixo". Agora sim! Pelos vistos falo mal que dói- pode enviar o email para rojáriopontoaleixo- o que se torna explicativo da causa na confusão no interlocutor. Claro que no meu tom másculo e viril fica-se desde logo a entender que Rojário não existe. O que existe é Rogério!
Também já tive a alegria de ver escrito o meu nome como "Ruzário" e ainda pensei em ir ao notário tentar a minha sorte para o mudar para esta forma, mas achei que seria uma luta em vão.
A última pessoa Rosário que conheci foi num jantar. Tinha um ar estrangeiro e achei que devia perguntar o seu nome para tentar entender a nacionalidade. Responde-me com ar triunfal:
- chamo-me Rosário ! hehe...!
(era um homem meu deus...)
(depois de uns bons segundos de latência, consegui grunhir)
- ah! heheh... que giro...
(É UM HOMEM COM O MEU NOME!!)
(TENHO QUE FAZER ALGUMA COISA!)
- pois, sabe que eu também me chamo Rosário... Em Portugal, é nome de mulher já deve saber...! não sei se sabe...mas cá é...não sei...mas cá é de mulher...
(eu estava com o meu ego de nome mesmo muito em baixo...)
- sim, sim, já sabia! Em Itália é de Homem!
(e em Portugal de Mulher!! ouviste?!).
E bom, se proferir o meu nome rápido sou muitas vezes Sara, no estrangeiro explico que sou quase Rose , se for para uma velhinha...não vale a pena explicar, ela própria se adianta em me chamar Rosária ou Rosairinha (mas pode lá ser um nome de menina acabado em "o" ?!).
Enfim, ter este nome é algo que me diverte actualmente, mas sofri um pouco com menos idade, pois diziam que tinha nome de rapaz e as crianças nunca o decoravam. Por isso, desejei muito chamar-me Xana. Tão simplesmente...Xana. Mas só colou lá em casa.
Hoje agradeço ao senhor o belo nome que me deu, Rosarinho que rima comigo.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Easy left, easy right

Uma vez obrigaram-me a participar num peddy paper e eu que odeio correr por correr... mas como isso dava direito a falta justificada, lá fui. E foi das coisas mais divertidas que podia ter feito. Desde ter ataques de riso ao ver umas 30 pessoas a olharem para uma pedra porque ali estaria uma pista qualquer para irem olhar para a pedra correcta, ver pulos de alegria no final da resolução de um problema (ainda faltavam 10 piores), a perguntas desnecessárias "o colibri é mesmo um pássaro, certo?!" e, por fim, ao tentar ver a minha pessoa naquela corrida desenfreada para ganhar por ganhar- eu que nestas coisas não tenho esta humildade e desportivismo. Se ganho ao menos que passe a herdar sei lá... uma volta de meia horita numa daquelas gaivotas podres num lago. A verdade é que a minha equipa acabou mesmo por ganhar. O que foi ainda mais divertido, pois ainda se gerou um certo mediatismo.
Fiz também um rally paper com famelga e amigos. Desde telefonarmos a toda a gente para perguntar tudo, a estarmos comodamente sentados no jipe, até ao nos perdermos, também foi algo que valeu a pena.
Aprendi que programas que desdenhava são afinal os melhores.
Ainda estou para tirar as teimas se o tricôt pode ser libertador.

Oh Laurindinha vem à janela!

Pois... sim..
...a verdade é que ainda me divirto a tocar à campainha e fugir.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

twinkle twinkle little star

E depois desta musiqueta toda faz-me algum sentido falar de diversão, nas sua diversas vertentes.
A palavra "diversão" ganhou entendimento real na época mais despreocupada da minha vida.
Os finais de tarde a jogar às "escondidas" na rua, enquanto me esbarrava diversas vezes no chão, é das melhores memórias de êxtase que guardo. O "quarto-escuro" nos aniversários dos amiguinhos também era hilariante, dava tempo para guinchar de medo como se quem fosse entrar não fosse um de nós e dava igualmente tempo para partirmos literalmente o quarto todo, bem como ainda vingarmo-nos de algum elemento grupal menos desejável.
Como este tipo de jogos havia milhentos, milhentos que mais não tinham que a simplicidade de sermos uns putos ocos e estúpidos ( e ao mesmo tempo tão espertos) de nos sabermos divertir com umas corridas, uns gritos, uns saltos e uns esconderes muitas vezes capazes de envergonhar agentes F.B.I (eu cheguei a esconder-me num armário de cozinha, em contacto com a secção tupperware). Tudo o que envolvia gritos de terror numa corrida era garantia de que o jogo era divertido!
Depois existe o verbo evoluir que nos impede de permanecer, com muito pesar meu, neste registo de divertimento.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Respect


Era uma vez uma senhora que tinha esta figuraça e se chamava Aretha Franklin.
Lá ia ela pela floresta, chega a casa da avozinha e pergunta ao lobo mau (que para os que liam Kafka nesta fase juvenil, ela julgava que era a boa da avozinha):
"oh avozinha para que me fizeram com este meu vozeirão espetacular?"
...e diz o lobo mau (que recordo, ela julgava que era a avozinha):
"olha para teres muito sucesso filha e seres assim uma rainha do soul, que logo te explico o que é quando formos beber um chazinho".
Fim da história.

So why don´t you kill me?

Olha porque não meu senhor Beck!
Só a categoria com que tu dizes que eres un perdedor!
Grande, grande grande, grande música!

Purple gay, Purple gay...

Tenho este pequeno problema...gosto de Prince e sei que é um gayzilla.
Sei que devem custar ouvir às vezes aqueles gritinhos dele. eu sei.

Deixem-me lá.

São Lemons, senhor!

Passei uma fase em que confundia o John Lennon com o Elton John e mentalmente eram para mim os "Lemons". Gostava de os catalogar enquanto condição de Lemons. Confundia apenas os nomes, até ao dia em que a Lady Di morreu. Ver o Goodbye Norma Jean transformado num Goodbye England´s Rose foi algo que mexeu muito comigo. Achei o lemon Elton um vendido. A partir daí, nunca mais houve confusão, passando a ser mentalmente o sold lemon! O problema é que não pude pôr de parte as músicas dele, pois tenho vinis (vinil em plural soa tão mal), K7, Cd´s que gosto muito, enfim, só me deu chatices este lemon. Mas acreditem que por pouco nos safámos de um Goodbye Amália Rodrigues.
Quanto ao lemon John, achei sempre aquela questão dele e da Yoko Ono um exagero. Woodstock já tinha passado e eles continuavam a martelar no mesmo, com aqueles lenços na cabeça e os óculos e o ar naif e muito serenos sentados a um piano numa sala branca, eles brancos, tudo branco. Menos.
Os lemons serão sempre estes lemons na minha cabeça, um é vendido o outro lixívia, mas deram boas limonadas.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Ears self esteem

Lembram-se certamente daquela que começava com alguns gajos a dizer la la la la la la la la seguido de uma guitarrada frenética e I wrote her off for the tenth time today and practiced all the things I would say...
Lembro-me de entrar numa discoteca pelas primeiras vezes na minha vida, pela mão do meu pai (é um facto). Teria uns 13 anos e estava a dar essa bela malha. E ouvir "vamos embora que a ajuizar pela música está um ambiente pesadíssimo!" foi como sentir uma facada com incisão no nariz e terminus na nuca. Agora é uma seca, posso ficar até às horas que eu quiser e ouvir as porcarias que a maioria dos Dj's querem.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

OK Computer

De pequenino se torce tudo

Nas minhas investigações musicais descobri que um menino com apenas 4 anos foi abandonado pelos seus pais e deixado aos cuidados de familiares e amigos. Cresceu nas ruas da Geórgia, onde cantou e dançou para pagar a sua vaga no quarto de um bordel. Aos 16 anos, passou três anos num reformatório por roubar carros.

Este zezinho-desgraçado cresce e distingue-se com músicas como I feel Good e Get up (sex machine). Não é genial?!
Até se podia tornar num bom músico, mas mais num estilo Nick-deprimente-Cave. Mas não, transforma-se mesmo num nigga cheio de happy pills no sangue!
Estas histórias sim. Nestas acredito, gosto e admiro. Agora aquelas balelas ele estava com muito frio, com umas luvas todas rotas, numa roulotte a vender cachorros, quando eu o ouço a cantarolar enquanto punha batatas-palha... soube que estava ali uma estrela, meu querido Luciano Pavarotti.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Assim também eu

Realmente se alguma vez me desse para me "drógar" escolheria uma música do Bob Marley. Tenho a certeza disso. Escolheria a minha favorita is this love e sentar-me-ia numa praia cheia de dudes. Usaria um boné preto, para não cair na banalidade dos chapéus às cores jamaicanos. E depois seria certamente esperar por uma sensação de ya-fogo-eh-pá-ouve-a-sério-eh-pá, que é vulgarmente (in) descrita como a etiqueta para as trips à séria.
Consigo imaginar-me a sorrir de uma forma magnânime para uma concha e a abordar um lavagante sem o menor constrangimento.
Não há dúvida que estas batidas dengosas nos dão um certo ímpeto para o "deixa-me aqui no meio dos crocodilos que eu safo-me", como também "o gajo matou, mas é um gajo porreiro" e claro para "dizem até que fumar isto faz bem ao sistema circulatório, tipo à aorta e essas cenas".
Não querendo com isto fazer uma relação directa entre Bob Marley e droga, até porque gosto muito da música deste janado. Mas suponho que esse I wanna love ya and treat ya right, até se podia tratar de uma vassoura.
E não me restam dúvidas que reaggae é com este e mais nenhum.

Não há voz mais caliente que esta

terça-feira, 17 de junho de 2008

Hey Joe II

Por falar em Joe... vamos todos unir as mãos e com muita força pedir que o Jimi Hendrix nunca tenha conhecimento desta tradução qui cérto irmão devi ter fêito de uma cifra sua. Vamu dár umólhada cáras?

hey joe onde é que você vai com essa arma aí na mão
hey joe esse não é o atalho pra sair dessa condição
dorme com tiro acorda ligado tiro que tiro trik-trak boom
para todo ladomeu irmão, é só desse jeito
consegui impor minha mora leu sei que sou caçado e visto sempre como um animal
sirene ligada os homi chegando trik-trak boom boom mas eu vou me mandando
hey joe assim você não curte o brilho intenso da manhã acorda com tiro dorme com tiro
hey joe o que o teu filho vai pensar quando a fumaça baixar
fumaça de fumo fogo de revóvere é assim que eu faço eu faço
eu faço, eu faço a minha história meu irmão
aqui estou por causa dele e vou te dizer talvez eu não tenha vida mas é assim que vai
ser armamento pesado o corpo é fechado eu quero é mais ver mais vai ser dificil me deter
hey joe muitos castelos ja cairam e voce ta na mira
hey joe muitos castelos ja cairam e voce ta na mira
Também Morre quem atira...
Também morre quem atira...
Tambem morre quem atira...


Valeu hein? :-/

Hey Joe

De facto, os trejeitos de trissomia 21 (por vezes com nuances de breves ataques epilépticos) do Joe Cocker a cantar não abonam. Mas não há mulher/ senhora/ lady/ rapariga/miúda/ gaja/ galinácea que não se derretesse com o seu "you are so beautiful" ao vivo.
Assim como não há homem/ senhor/ rapaz/ gajo/ que não ouça o "you can leave your hat on" e consiga pensar em política.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Ai a nossa vida

Em boa verdade, toda o português gosta de Xutos. E nunca vale dizer Xutos & Pontapés. Dessa forma não é sentido. Xutos, ponto final.
Xutos é como falar de atum Bom Petisco. É uma marca entranhada no sentimento de se ser português. Tão complicado ter uma multidão e se soar as saudades que eu já tinha da minha alegre casinha tão modesta quanto eu, não se prosseguir em uníssono a oração. Até a mim me está a custar não continuar com o meu deus como é bom morar no rés do primeiro andar a contar vindo do céu. É tão complicado como isto.
Xutos é saber rezar. E os mais fervorosos, mais crentes, fiéis têm que cruzar os braços no ar. É importantíssimo que o façam.
Ir a um concerto de Xutos e ouvir o Circo de Feras é mesmo sentirmo-nos numa lata de atum, onde partilhamos o mesmo óleo que é esse quero-te tanto uns pelos outros.
Xutos é atum. E é meter toda a alma lusitana numa latinha, esperar pelo escorrer do óleo e é ficarmos ali, secos, à espera que venha um garfo, que nos tire e possamos voltar à vidinha.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Road Songs

Como adorava. Assim que era ligada a ignição do carro
- pai liga o rádio!!
- tem calma, está bem? deixa-me tirar o carro daqui.
Era um sufoco ouvir aqueles segundos de ponto de embraiagem.
- já estamos a andar! já podes ligar agora!
-chata pá...já está!
Ena! Música! E o sol a acompanhar o carro do meu pai, sem se deixar ficar para trás.
Depois de tudo muito bem (mal) negociado com o meu irmão, lá conseguia eu ir ao meio no banco do carro de vez em quando. O lugar do meio. O lugar onde amava assassinar as letras das músicas. Todas aquelas músicas que ficaram as das "viagens". Toda a gente tem as músicas das viagens.
Os Sirs Elton John, Phil Collins, Simon & Garfunkel, George Michael, Michael Jackson, Prince, Billy Idol, David Bowie, Bruce Springsteen... Tão bom que era gritar born in "IÚ ESSE EIII" como se aquilo fizesse um sentido ainda maior que esse país. As ladys Madonna, Whitney Houston, Cyndi Lauper... os Duran Duran, Bangles, os queridos The Police, sei lá.... Lembro-me que amava ouvir o "take on me" dos A-ha e a minha favorita de cantar "video killed the radio star".
É um espaço de tempo e acção que fica gravado no ouvido. As viagens. Não interessava se chovia ou fazia sol. Interessava andar à tareia com o meu ilústre irmão para ganhar a dignidade do lugar ao meio, saber ser persistente para ir pedindo a regulação de som ao condutor e saber intercalar uma letra de música com "quantos Km´s já andámos? falta muito para chegar? podemos parar na próxima estação de serviço?"...
Para trás, ficaram os milhares de km´s mexidos com estas músicas que fazem doer a barriga quando voltamos a ouvir. Ficam para trás as estradas nacionais intermináveis, o ir contra os vidros nas curvas e as true colors da Cindy Lauper.
(Prometo não fazer mais nenhum post nostálgico nos próximos meses!)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Pole Position



Os Gigantes.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Tirana diz ele....

Existem letras de músicas do bom do Rui Reininho que podiam servir como exemplares de exercícios para interpretação das provas de avaliação de Português A.

Atentemo-nos a uma delas.

Tirana é um lugar
Ok. Não é. Mas vá lá....vamos esforçar-nos por este senhor e perceber o que nos quer transmitir. Também não sejam assim!!

Quem sabe? Difícil de encontrar
E aqui há ânimo. Há ânimo porque afinal ele ganha alguma consciência de que começou mal e apercebe-se do "redículo". Assim está bem!

E tirar à sorte e dar avançar retirar
É notória a confusão mental nesta deixa, mas não é nada do outro mundo. O cantor só nos quer confundir. É só isso. Até pode ser giro. vá.

Tirana é uma menina, foi muito sedutora
AAHH! por isso é que ele está baralhado!! é uma lady e tal!! ahhhhhh! Não é lugar nenhum! Nós já feitos parvos a pensar que até podia ser fora de Portugal! oh oh!! Está apaixonado! Então está bem Sr. Reininho, nós já te topámos!

Atirar à sorte p'ro ar sem o intuito de acertar
Nada fácil, pois voltamos ao truque do confundir. Mas certamente que tudo isto fará sentido.

(e parece que chega a hora do refrão)

2x3=6 MULTIPLICAR SOMAR
MAIS CARNE P'RA CANHÃO
DESPIR INVESTIR
3-2=1 É SÓ SUBTRAIR
APRENDER A DIVIDIR
PARA PODER REINAR

Bom...
Sim, é isso mesmo que estão a pensar. Existe realmente a oportunidade de conjugar, numa música, a jovial, inesquecível e eloquente expressão "carne para canhão". Isto é assim o que me ocorre logo.
Vendo este refrão num todo é hilariante: tem contas, tem o tal lema bestial e fala de qualquer coisa espetacular, sem dúvida espetacular, que nos ultrapassa a todos! Mas volto a sublinhar o carácter espetacular deste refrão. Há espetacularidade aqui! Não há nada para entender, mas para sentir. Será melhor sentir.
E sabe terminar com chave de ouro este refrão: "para poder reinar" diz tudo. Tudo! Depois de não chegarmos a entender quem/ o que é tirana, o que é que se passa, do que se fala, algo nos leva a crer, todavia, que há a possibilidade de reinar :) Espetacular, uma vez mais!

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Sweet song o' mine

Parece um gato a lamuriar-se.
Aquele lencinho.
Aquela juba loira que me encantava e fazia ter certezas que era o homem da minha vida quando tinha 16 anos.
Aqueles calçõezinhos de licra tão gays, mas que também me encantavam.
Os pulinhos no palco.
O bom (e grande) do Slash-que-tão-bem-que-tocas-e-ainda-bem-que-não-mostras-o-trombil-com-essa-farta-guedelha.
E os gritos: wheredowegonaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaau (eu sei que é "now" hã?!).
Ainda gosto muito.
E gosto muito de vocês. Hoje é 6a feira, estou feliz e tenho um blog para poder ser atrasada mental à vontade. Shit Happens, right filhos?!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Tens Cid o maior!

São 7 e meia, amor e tens de ir trabalhar
Acordas-me com um beijo e um sorriso no olhar
E levantas-me da cama, depois tiras-me o pijama
Faço a barba e dá na rádio o Zé Cid a cantar
Apanho o Autocarro vou a pensar em ti
Levas os miúdos ao jardim infantil
Chego à repartição dou um beijo no escrivão
E nem toco a secretária que é tão boa!
A pouco e pouco se constrói um grande amor
De coisas tão pequenas e banais
Basta um sorriso um simples olhar
Um modo de amar a dois (bis)
Às 5 e meia em ponto telefonas-me a dizer:
"Não sei viver sem ti amor Não sei o que fazer"

(CALMA AGORA MALTA....! MANTENHAM A CALMA, VÁ LÁ!!)

Faz-me favas com chouriço
O meu prato favorito Quando chego para jantar
Quase nem acredito!
Vestiste-te de branco uma flor nos cabelos
Os miúdos na cama e acendeste a fogueira
Vou ficar a vida inteira a viver dessa maneira
Eu e tu e tu e eu e tu e eu e tu

(espetacular.)

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Show us how you do that trick



Um borracho. Um bonzão. Giraço. Tem bastante piada. É engraçado. Tem ali qualquer coisa. Há homens muito mais feios. Já vimos pior. Um camafeuzito. Sim, medo!

Como é que um frangalho destes fez tão boa música?

quarta-feira, 21 de maio de 2008

ai Jude...

Ainda sou do tempo de se cantar assim:

ai jude, don´t matsche tiq bred
tssie a rets sen and matsche in senneeeeeer
rener her and txinf dan leks da harte
fin deques tshu fár and lidors bérer

Four saner dar eas so foul
guile saner del mschouru
lore manger dis mule
rets folrste a toldeeeer

e continuar neste dialecto cheio de termos técnicos e estrangeirismos até ao grande momento de convicção:

bérer bérer bérer bérer béeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeerer aaaaahh

NÁAA

NÁNA NÁNÁNÁAAAAAA

NÁNA NANÁAAAAA

ai juuuuude....

(Já não há coisas fantásticas como estas).

terça-feira, 20 de maio de 2008

Xiu!

ANGIE...I still love you! Mazàgrande!

Rolling-bloody-damn-Stones-great-song!
Silence please!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Metal e tal

Adoro os chamados metaleiros.
Os gajos que andam vestidos de preto, com correntes e botas que devem pesar 30 kgs. Costumam estar brancos, vá lá... a dar para para o verde, o ano inteiro. Ouvem aquelas músicas muito más. Más no sentido em que somos convidados a entrar num ambiente muito lúgubre à primeira combinação de notas musicais e, de repente, o dia mais solarengo fica escuro, denso, pesado, começa a surgir fumo branco no chão, as árvores despem-se de folhas, os carros deixam de circular nas estradas para passarem a andar sem luzes por caminhos de terra batida, começamos a ver demasiadas pessoas de gabardina preta, os cães fitam-nos, o Eduardo mãos-de-tesoura pode andar à nossa volta que nem o vemos, tal o nevoeiro que se gera, e quando surgem aquelas notas de orgão de igreja é o fim!
Fumam muito, mas acima de tudo, têm que fumar com um toque de cetim de caixão no olhar.
Na rua andam como se ao virar da esquina tivessem que limpar o sebo a alguém.
Tenho a ideia que são sempre muito altos.
E amava que eles realmente matassem gatinhos e os cozinhassem para os seus repastos.
Para o caso disto ser mesmo verdade, fica mais uma sugestão do Blog da Rosa:
  • Açoite o primeiro gato mais branquinho que encontrar na rua;
  • Depois de o gatinho estar estendido no chão, pegue nele e dê-lhe uma última paulada na nuca para garantir que este não recupera os sentidos;
  • Depois de estar na sua cozinha, ponha-o num alguidar com água a ferver, depene-o (eu sei que não é uma galinha) e demolhe-o (nem um bacalhau);
  • Quando o gatinho estiver decomposto em todas as suas partes constuintes, ponha o lombinho e as costelas de parte e tempere com sal q.b.,

  • Ponha umas batatinhas a cozer durante 5 minutos;
  • Depois de estas estarem pré-cozidas, coloque-as num tabuleiro com o lombo e costelas do gatinho, regue com azeite e um dente de alho;

  • Sugestão de acompanhamento extra: ponha uma qualquer música dos Sepultura e para dar um toque mais juvenil beba um joi de maça.

(Os seres que conseguem gostar de gatos não se aterrorizem, pois sou incapaz de tocar nalgum).

Quem não gosta não tape os ouvidos

Lembro-me de um dia ter acordado na gélida cidade onde nasci e de pegar em poucas notas de 1.000$. Lembro-me de me ter locomovido até uma loja-de-muitos-cd´s. Lembro-me tão bem. De o caminho parecer extremamente curto quando na verdade era uma distância considerável, mudei 356 vezes de passeio até ao destino, de tal ordem em êxtase eu ia. Lembro-me de ter entrado na dita loja e ter perguntado se o novo cd dos Smashing Pumpkins já tinha chegado. Senti-me tão crescida. Em boa verdade, eu não conhecia mais que duas música deles.
Foi o primeiro cd que eu comprei na condição monetariamente independente na minha vida, fruto de uma penosa poupança que devia datar desde 1986.
Parece que foi há pouco que cheguei a casa e me sentei no chão em frente à aparelhagem a ouvir por ouvir aquele cd. Eu acho que nem gostava muito do que ouvia. Mas sabia que eram bons. E como adolescente parva que era, sabia que convinha gostar. E foi fácil, muito fácil.


Ainda bem que era parva.

supermarket list do Eddie Vedder

I wish I was a neutron bomb, for once I could go off
I wish I was a sacrifice but somehow still lived on
I wish I was a sentimental ornament you hung on
The christmas tree, I wish I was the star that went on top
I wish I was the evidence,I wish I was the grounds
For 50 million hands upraised and open toward the sky
I wish I was a sailor with someone who waited for me
I wish I was as fortunate, as fortunate as me
I wish I was a messenger and all the news was good
I wish I was the full moon shining off a camaros hood
I wish I was an alien at home behind the sun
I wish I was the souvenir you kept your house key on
I wish I was the pedal brake that you depended on
I wish I was the verb to trust and never let you down
I wish I was a radio song, the one that you turned up



Claro que esta é só mais uma letra que se fosse em português teria que ter a sua aparição e divulgação nas manhãs do Goucha e da Fatinha.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Bang bang! my baby shot him down...:/

Mas alguém se atreve a não se lembrar das meninas da claque, tão coordenadas e suadas, enquanto o meu menino Kurt partia alegremente a guitarrinha?
Oh Kurt! bolas... Mas para que é que deste um tiro na tua pessoa de cabelo de anjo seboso, malhinha cheia de borboto e all star todos comidos, que eu tanto que gostava das tuas músicas que me acompanhavam naqueles nevoeiros matinais.
E sempre me lembro da tua voz arrastada e sofrida que eu na altura também sofria muito, não sei de quê, mas sofria, para quê meu filho, hã?
I found it hard
It´s hard to find
Oh well, whatever, nevermind

Granda malha pá! ( não era só o teu casaco, Cobain da minha adolescência!)

Há lá coisa mai linda?

A Sting light!

Eu e o Sting temos um caso. Gostamos mesmo muito um do outro. Sou apaixonada por ele desde que me lembro de ser gente. Não me canso dele. Ouço-o nos dias bons, nos dias maus, nos dias assim-assim, nos dias bons, mas que sei que vão estar maus, nos dias bestiais, mas que acabam por ficar medianos, nos dias mais ou menos que acabam em dias mais ou menos, nos dias horríveis e que de repente ficam espetaculares, mas cuidado que podem piorar de novo (é extremamente divertido escrever assim, não é?!). Os nossos cafés e jantares correm bem, ele diz-me muitas vezes "gosto tanto de ti, se não fosses tu não fazia metade das músicas que faço e fiz" e "casa comigo", "ando há 19 anos a preparar uma música que te vou dedicar", e essas coisas um bocado pindéricas que acabam por aborrecer a nossa relação.


Mas sou tão tão tão fã.


Mesmo quando comecei a ouvir todos os rumores, relatos e, mais tarde, fatais confirmações da sua pratica de yoga e aquelas questões do coadjuvante tântrico que sinceramente achei um bocado abichanado da parte dele, mesmo assim, mesmo assim à séria, mas mesmo mesmo assim, mas é que mesmo assim mesmo (continua a ser giro escrever assim, não é?) petrifico-me sua fã.
E é capaz de ser o meu músico de eleição.
O tio Sting é o maior!

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Faço anos dia 8 de Agosto...


Nem vem nada a propósito do post anterior.
Nem gostava nada de ter isto em casa.
Não tenho nada pancada por isto.
Nem é nada caro.


MAS VÁ LÁ, PELO MENOS AOS MEUS 30 ANOS OFEREÇAM-ME!COMECEM A POUPAR!!

VÁ LÁ, VÁ LÁ, VÁ LÁ, VÁ LÁ!

Put another dime on jukebox baby

Bom, e porque não começar pelos clássicos?
Rock! yeaaaaaah!
E vestir algo nos tons da morte, pintar os olhos como se neles tivessem caído dois tinteiros pretos, ir a um supermercado e entrar, despenteada, a mascar pastilha elástica de boca aberta (tem mesmo de ser) e ostentar o ar mais estoumalixar possível, atirar um dólar (sim, também convém que seja nos States para não termos de levar com aquela do "tem cartão jumbo?" que iria cortar todo o cenário) para cima do balcão e piscar um dos tinteiros no final.
So take another time and dance with me!
I LOVE ROCK N ROLL!
Mai nada.

"M" é de MÚSICA!

É paixão.
Daquelas que dura, dura, dura, sempre com borboletas na barriga.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Tv Performance


É de mim ou ficamos realmente sexys a ver televisão?

Olímpiadas de canal

Tudo a postos?!!! vaaai!! sic, rtp 1, tvi, salta rtp2, volta à sic, sic notícias, passa para a mtv, odisseia, discovery (caçadores de mitos, uau, deixa ver se o escape deste carro vai poder servir de radiador), volta à sic a confirmar se está mesmo a exibir um filme de cães que falam-afirmativo, canal panda, sic notícias, eurosport, canal panda, sic- são mesmo cães que falam, hollywood, axn- c.s.i, que surpresa- sic radical, lembrei-me da sic, volta à sic- o rafeiro está in love pela caniche dondoca! genial,non fashion tv, já não posso mais com isto, o rafeiro anda na rua e eu o mesmo vou fazer.

Burning down the (Dr.) House

O Dr. House... Eu gosto dele.
Até vi muitos episódios, mas acontece que o facto de ele querer descobrir porque é que a velha vomita, fazendo-a ingerir bolas de naftalina para apurar se o bolbo raquideano reaje a este corpo estranho, que está com um glóbulo esquisitóido-occipital, fazendo a pobre da carcaça entrar num pequeno coma, acaba por enervar.
O importante é ele descobrir que a velha afinal andava a lavar a louça com um esfregão que esteve durante anos num baú, nas águas furtadas, cheio das ditas naftalinas. É por isso que ela se anda a bolsar. That´s it! E aí satisfeito ainda lhe diz "és uma velha estúpida, mas vá lá que até estás com um bom médico!".
O importante é ele ser um sex symbol hospitalar, com a bengala igualmente sexy e com o hábito de se drunfar sensualmente a torto e a direito.
Mas de quem eu gosto mesmo é do assistente que entrou no "Clube dos Poetas Mortos", sempre com aquele ar enfadonho de quem ainda não se resolveu do seu papel oh captain, my captain!