quinta-feira, 30 de outubro de 2008

oh not happy days

Estas primeiras chuvas são como uma coroa de espinhos na minha cabeça.
Não me chegam a deprimir, mas são uma espécie de formigueiro que me percorre o corpo de revolta. Revolta que me obriga a pôr uma lente menos positiva do que é costume.
Há 5 minutos atrás dei por mim, aqui, sentadinha em frente a uma papelada e uns emails, a sentir que algo de horrível e de triste se estava a passar na minha vida. Uma melancolia que era menina para chorar. Aquela sensação de quando estamos a dormir e acordamos em sobressalto porque algo de angustiante se está a passar nas nossas vidas e não sabemos identificar nos primeiros segundos, acordei porque vou ser presa? acordei porque me vão amputar um braço? ah sim sim, vou ao dentista depois de almoço amanhã!, essa sensação de não identificar o que causa esta aceleração cardíaca de desânimo, mas que viro a cara para o meu lado esquerdo e entendo. Fiquei pasmada a olhar pela janela a chuva a gozar-me lá fora, aos gritos, em manada...
Como te odeio chuva, como me enervas, como me pões em transe, como me pões desgrenhada e ainda tenho de ouvir os está-muito-despenteada-hojeeee, como me fazes estar dentro do carro mais tempo a perseguir uma gota ridícula no vidro só porque quero esperar que ela chegue até às escovas do limpa pára-brisas e ver se entretanto ganhei mais coragem para te enfrentar, és um nojo, odeio-te e só os agricultores gostam de ti.

terça-feira, 28 de outubro de 2008



E é mesmo isso, já estou farta do meu blog!! A-ha!
Despeçam-se dos posts por teminhas pois essa disciplina estava a impedir que toda a parvoíce fluisse naturalmente no meu cerebelo !
Assim vou passar a poder não falar do Obama à mesma, vou poder repetir relatos inchados de ódio nas minhas segunda-feiras, vou poder enganar-vos e dizer que vou de férias quando efectivamente não vou, vou poder continuar a ignorar o crash bolsista, vou falar um dia do quanto odeio gatos e no seguinte de super maxis, vou falar de receitas de culinária que nunca fiz, vou enjoar pela repetição, vou enjoar pela repetição, vou enjoar pela repetição, vou enjoar pela repetição, vou enjoar pela repetição, vou enjoar pela repetição ( fantástico, não é?).

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

soja,soja,soja,soja

Os rebentos de soja foram o meu primeiro enigma nesta nova era alimentar.
Primeiro, o termo "rebentos" traz-me de imediato à cabeça o verbo rebentar. Foi algo que rebentou e agora andamos todos a comer o produto da rebentação.
Não me parece lá muito bem. Mas isto sou eu.
Depois...o soja? a soja? onde nasce? porque é que a minha avó nunca me falou em soja? o que é concretamente?
Eu sinceramente não sei e o gajo que se lembrou de nomear isto também devia estar um pouco rebentado.
Às tantas o mítico Marco do big breda (saudades das tuas lágrimas Teresa Guilherme).

terça-feira, 14 de outubro de 2008

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Quiz

Como é que é possível gostar-se de cebola cozida?

a) porque não temos papilas gustativas;

b) porque nos lembram lesmas e é divertida essa imagem;

c) porque nuncos nos lembrámos verdadeiramente de emitir um juízo de valor sobre uma boa posta de cebolinha cozida e agora, pensando bem, é de vómitos.


(agora entendo).

Icebergue alimentar

Vocês quando eram miúdos parvos também comiam gemadas quase diariamente?
Também tiveram esse período inexplicavel de adição ao ovo líquido?
Como é que eu permiti a mim mesma esse deboche?
Gostar de partir o ovinho, deitar num copo e despejar um rio de açucar para cima...
...mexer muito bem e comer aquela gosma amarela. Como?

oooora...

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Somos o que comemos

A propósito de conversas estranhas com malta que diz que come bem, vou pois abordar a roda dos alimentos.
Muito mal se come hoje em dia (digo eu que como mal).
Mas para quem é esquisito e pouco dado a novas aventuras nestes trilhos, vivem-se tempos realmente difíceis.
Existe um café a atirar para o posh nesta rua onde sou escrava, que tem muitas coisas diferentes. Tão diferentes que eu não consegui comprar o meu almoço e levava na alma essa vontade.
"Esta quiche é de quê?"
"É de alho francês e beringela!"
(Tudo bem...eu nunca fui muito de quiches. Calma.)
"E este folhadinho?"
"É de tofu!"
(temos um problemita...a que saberá tofu? e se eu nunca quis saber ao que sabe, vou hoje querer?....eh...adiante...)
"E este de massa tenra?"
"Ah! esse tem pesto e tshomin"
(ok. o "tshomin" para já ainda é produto da minha imaginação e má audição. Tudo bem. Mas foi algo do género que a senhora proferiu).
Foi vergonhosa a forma como me rendi ao meu classicismo alimentar. A verdade é que sou obtusa e extremamente fraquinha em desbravar caminhos como o do tofu e da beringela e do alho francês avec nozes caramelizadas . Não vale a pena.
Faço parte daqueles saloios que se sentam num banco feito de granito, ao solinho, a ver passar a procissão e a comer côdeas de pão com manteiga.
Somos o que comemos, sou uma rural.

Shiiiiiu...

Termino com o tique do silêncio quando algo parece não correr bem.
Tenho já um exemplo muito concreto: lá vão uns valentes dias em que a nova mascote do multibanco invadiu os ecrãs onde nos especamos à espera do dinheiro ou do talão.
Podemos comentar isso agora aqui que ninguém vê?
O que é aquele boneco medíocre?
Ainda pensei que o atm, onde constatei pela primeira vez a dita nova mascote, que estaria num update qualquer e, portanto, para não gastar tanta energia, estaria num modo ms-dos aplicado aos multibancos (eu sei que nada disto existe, mas entendem a ideia de um programa primário).
Quando começo a perceber que o boneco, com cara de meteram-me-aqui-e-agora-não-posso-sair-e-pior-que-tudo-é-que.tenho-de-ter-o-sorriso-colado, é afinal o novo substituto do outro que foi embora e que era muito mais simpático, risonho e marcante. É que eu amava aquele pestanejar de olhos e era como família já.
Este novo boneco do multibanco é ridículo.
Ridículo, amorfo e tem mesmo cara de quem não quer estar ali.
E, pelo menos, dia sim, dia não todos nós vamos a um multibanco. Como é que ninguém comenta isto? como?! não sentem falta do outro que nos acompanhou durante anos? que ficava triste por nos mandar a outro multibanco? que tanta conversa nossa ouviu, que tanta fúria nas teclas teve de aguentar? acham isto justo? e é com este silêncio nacional?
Este verde de sorriso imbecil e com os braços no ar... não vai ser fácil conformar-me, não vai.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Aqui há tique IV

Ora, ora, ora...
well, well, well...
Este é um dos tiques que eu mais aprecio na humanidade.
As estatísticas devem dizer que 1 em cada 2 sujeitos não consegue conter o espanto perante um espetáculo de pirotecnia.
Mesmo se fosse possível juntar uma categoria de velhinhos, na casa dos 90 invernos, daqueles jarretas refilões e que tivessem visto mais de 500 espetáculos destes, garanto-vos que uma fatia considerável deles iria dar mostras de espanto.
É um fenómeno.

- oooooooooh
- iiiiihh! olha ali aquele......eh pá.....tão lindo....(snif....)
- eh...eh lá.....aaaaaaaahhhhh
- tão lindo...... oooooooooh......

É mais forte que nós. É mais forte que o feitio mais introspectivo. Não há quem aguente estar perante estas luzes no céu e não deixe escapar um ooooooh...

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Shampôs há muitos

Também os rótulos dos shampôs têm algo de viciante. Prometem tudo caramba.
Os seus cabelos vão ficar assim, assado, cozido, grelhado, tostado e salteado.
E eu acredito, ali uns segundos, que aquele é que sim. Aquele é que deve ser mesmo diferente. Aquele é que tem as propriedades mágicas. Ui, nem quero imaginar de tão sedoso, brilhante e único que vai ficar. Ai ai, que vou levar, ai que eu vou lavar o cabelo, ai que eu vou lavar o cabelo com a poção mágica, olhem que lá diz que é mágico. Ai que já estou a lavar, olhem que isto seca num instante, ai que é hoje que eu vou entender os gritinhos das mulheres da herbal essences no meio de folhas de plátanos, ai que já lavei o cabelo, ai que já secou.
meu deus....