sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Socorro II

É um dos anúncios mais badalados do momento e também no Youtube tem despertado a atenção dos espectadores- Popota, a conhecida hipópotama fêmea que nos últimos anos tem protagonizado as campanhas de Natal de uma conhecida cadeia de supermercados, surge em 2009 com um novo (e sensual) visual, dançando ao som de wegue wegue, dos Buraka Som Sistema. De acordo com o DN, em apenas dois dias as várias versões do anúncio reuniram, na internet, 40 mil visualizações. Citado pelo DN, o director criativo da agência Fuel, que criou o anúncio, diz que a Popota "é uma diva do caraças, com aquele ar todo glamoroso".

In Jornal, Blitz.

Socorro...


Carlos Queiroz, em entrevista a uma rádio nacional, disse que o novo sucesso dos Black Eyed Peas, 'I gotta a feeling', é o hino da equipa das quinas.

in, Jornal Destak


terça-feira, 10 de novembro de 2009

Alerta

Ora bem, penso que é urgente que a população portuguesa, em geral, se acalme com os seguintes tópicos:

1. Os chapéus brancos com a fita preta usados, supostamente, para o verão, ainda por cima postos à Boy George(para os menos cultos neste ponto musical mítico, os chapéus usualmente não lhe cabiam na cabeça!) e os óculos Ray ban, ou em vias de o ser, com cores arrojadas. O verão já acabou, podem guardar esses adornos para o carnaval de 2010;

2. A música dos Black Eyed Peas: para além de se ouvir em todo o lado e gerar um clima de reveillon fantástico, há todo o tipo de cenas vistas e revistas (a Oprah no seu aniversãrio e a escola dos morangos com açucar das Franças com a mega coreografia), o que vem a seguir? A Manuela Moura Guedes a destruir o teleponto do Jornal da Tvi enquanto vai trauteando a dita música? esperemos bem que não;

3. A música do Pingo Doce é má, sim senhor, mas não ao ponto das suas repercussões. "Tu já ouviste a música do pingo doceeee???". Portanto, já não se recordam dos anúncios da evax, ou as músicas dos big bredas e o saber-se a vida de cor do Zé Maria... escândalo, escândalo é aquela voz esganiçada que promove um supermercadinho...! vá lá.

4. A Maitê...;

5. Por último, e porque desconfio que vá mesmo suceder, o fascínio pelo anúncio de Natal da Popota. Isso sim é um escândalo!!! Um es-cân-da-lo! Primeiro, a Leopoldina do Toys ´r us já foi difícil de engolir, uma ave de rapina magricela, essa sim com voz esganiçada, a invadir o Natal de muitas gerações marcadas pelo Santa Claus barrigudo e barbudo da coca-cola. Agora a boa da Popota a dançar Buraka, tendo como panos de fundo as Docas lisboetas, de seguida o Corcovado brasileiro e por aí fora... Sinto-me ultrajada! é só o que posso dizer.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

E se de repente

e pela primeira vez aos 27 anos me der medo de andar de avião?
Pois.
Lá estava eu sentadinha no avião, lugar à janela como eu gosto, refastelo-me bem na cadeira e começo a ver aquela papelada toda que uma pessoa tem à frente, nas costas da cadeira.
Vejo a papelada, penso se desliguei os telefones, olho para o passageiro do lado e vejo que ele já pôs o cotovelo no apoio de braços, ou seja, não vou poder ir à imperatriz, vou então verificar se tem o pé no espaço que lhe é confinado e já tem um pouco enviesado para a minha área, penso se será daqueles que adormece e vai lentamente caindo para cima das pessoas, o que é espectacular, e penso também que o tempo livre a mais dá para uma pessoa ter este tipo de olho clínico.
Bom, as regras de ouro de segurança, que eu desde já fiquei com o anúncio da Bacardi na cabeça e, por muito que eu não queira, recrio sempre essa cena, a minha mão quase a ir por debaixo do assento para verificar mesmo se lá está o colete e olhar melhor para o espaço que tenho entre as minhas pernas e a cadeira da frente.
O Sr. Comandante avisa que entrou na pista de descolagem e que lá vamos nós.
E penso " e se agora isto se esbarra?!".
Inicio do problema.
Olho melhor para o passageiro ao meu lado, poderá ser a última tromba que vejo. Está a ler uma revista e come castanhas de cajú.
O avião está com o nariz para cima, e eu não sei se saio desta. Começo a transpirar das mãos e penso se deva gritar. Se calhar é melhor não. Permaneço calada e olho de novo para o senhor a dar cabo da lata de castanhas de caju que, incomodado pelo meu olhar de mono, pega num lenço de papel e limpa o bigode. Quis explicar-lhe que o problema não estava no seu bigode, mas na minha cabeça. Como nos filmes e nas telenovelas: o problema não és tu, sou eu.
Aí estamos nós no ar. As pessoas desatam a ir ao wc e a levantar-se como se houvesse ali uma loja do cidadão ou um shoppingzinho. Desatam a ir buscar coisas às malas, desatam a trocar uns galhardetes, bem alto, A MINHA MALA ESTÁ AQUI AO PÉ DA TUA, OUVISTES?!, desatam a mexer loucamente nas costas das cadeiras e a apontar para as nuvens ou para a casa da tia Josefa que ainda se vê o carro dela dali de cima.
Eu siderada pela minha própria esúpidez, lá fui caladinha e quietinha, a recompor-me do meu momentum de eternidade-zero.

Da próxima vez, levo castanhas de cajú.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

three, four, better lock your door

Não existe nada mais irracional e impossível de ultrapassar que o meu terror ao Freddy Krueger.
Já percebi que é um filme, já percebi que ele não salta da televisão para as almofadas do meu sofá, já percebi que é um actor com plasticina na cara e que aos domingos certamente irá ao supermercado comprar smarties aos filhos. Já percebi!
Acontece que não ultrapasso e que, em vida, nunca deveria ter visto um segundo daquela saga.
É um bocadinho triste ser um ser humano de 27 anos, cansada dos berbicaxos do dia, estar a pensar o que resolver nas minhas férias e...de repente, um clique vindo da cozinha............ sento-me logo direita no sofá, finjo para mim própria que não estou com medo nenhum e fixo-me no anúncio do calgon, anti-calcário. Chamo à razão todas as idiotices em que uma pessoa se põe a pensar e continuo a ver televisão.
Estou tramada, já estou a pensar no penoso trajecto até ao meu quarto.
"Como é que vou passar no corredor??!" e aí já é tarde demais.
Já imagino o bom do Feddy a afiar a sua luva de lâminas na bancada da minha cozinha e, na minha corrida, ouvi-lo soltar aquela gargalhada tenebrosa, enquanto ele anda devagar e eu supersónica, vai-me aparando as pontas do cabelo (menos mal, já estão espigadas) e vão-me saindo os berros pelos olhos. Por mais que eu fosse uma Rosa Mota eles, os monstros, nos filmes têm sempre a perna mais longa.
Passo então e não houve Freddy, nem cabelo cortado, nem a canção infantilo-sádica, nem lâminas, nem cara queimada atrás de mim. Mas é sempre dele que me lembro quando o frigorífico estala e eu não reconheço.

terça-feira, 31 de março de 2009

10 things I like about you


1. o facto de usares brincos sempre espetaculares: ora o brinco com uma pena, ora aquele diamante que reluz até Saturno;

2. o teu nome: An-gé-li-co;

3. o teu cabelo, ora encarapinhado e seboso, ora liso e sedoso, mas sempre extremamente comprido, como mandam as dicas masculinas;
4. a tua dança sempre máscula também: o golpe de anca acompanhado de rotações pélvicas;

5. o teu ar sempre "ya";

6. as tuas entrevistas que são de uma genialidade inacreditável;

7. todo o teu portfolio musical;

8. a forma como falas com espasmos de baril, curtido e nice;

9. os chapéus que te assentam mesmo bem;

10. os gritos de guerra intercalados nas tuas ma.ra.vi.lho.sas músicas eeeeh hee uuuh ôoh ahhh yeeh não estou a ouvir peeeeoplee heee ôhh façam barulhooo;


És uma dávida meu menino!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O meu sobrinho Manel arrivou!!!!



Chegou o meu sobrinho lindo, às 07h50 de 18 de Fevereiro de 2009.
Quanto à tia....provavelmente a mais feliz da galáxia!!!!!
Sem outro assunto de momento!!!!!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Já era tempo...

...eu sei.
O tempo também se engana nos blogues onde mora e já passou algum desde que disse a última idiotice.
OFF WE GO!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Xau aí 2008

Venha o 2009 para fazermos aquelas resoluções espetaculares e cheias de vitalidade (ai este ano tu verás! este ano é que é! );
Venha o 2009 para termos os maus hábitos de sempre;
Venha o novo ano, com menos feríados que o anterior...
Venha a meia noite de 31 de Dezembro para sentirmos que algo de extraordinário vai suceder a partir de então;
Venha o ano novo, vida cada vez menos nova;
Adeus 2008... acidentado 2008, não me deixas saudade- língua de fora para ti!
Espero por ti 2009, cheio de eh pá...coisas novas e isso.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Natal meu, Natal dos Iglesias

Querido Pai Natal,

Repara como este ano não te vou pedir para me dares nada em especial. Repara-me só nesta humildade.

Fruto da minha atenção, ao longo de alguns anos, à família Iglesias naquelas fotografias felizmente cedidas pelas revistas que as mães vão comprando, ou nos cabeleireiros nas mesinhas de vidro , ou mesmo nos quiosques ou bombas de gasolina quando não resistimos em posicionar-nos na secção dos jornais importantes, mas com um olho naqueles escândalos que fazem muitas vezes o nosso dia: Angélico com dúvidas da sua capacidade de conciliar carreira com amor, desenvolvi então um forte magnetismo pelo seio familiar do Júlio Iglesias.

Este ano, querido Pai Natal, peço que apenas dês continuidade à aura que envolve este clã.
Não há fotos dos Iglesias em que não pareçam que estão em sintonia, felizes e plenos de amor.
Não há fotos dos Iglesias em que os filhos não pareçam uns anjos.
Não há fotos dos Iglesias em que o Júlio não ostente um ar folgado.
Não há fotos dos Iglesias em que a esposa não pareça que quer ter o 34º Iglesiazinho.
Não há fotos dos Iglesias em que eles não apareçam de branco, sempre zen e até meios atordoados de paz.

Ninguém imagina como os Iglesias me fascinam pelo que enumerei.
Este Natal só quero que os Iglesias continuem.
O resto, Pai Natal, o resto tu já sabes.

Ass: Rosie

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

vita minados

eh bá...tu tens é de cobeçar a cober buitas verduras... a sério... eu bor exemplo cobo ibensas bitabinas e isso... bá é que senão isso faz-te besbo buito bal...faz besbo....
estou é buita doente... é belhor ir à farbácia comprar cenas bara isto...

bas olha que é....aquilo que te dizia....bá...cobe vegetais e bitabinas...senão betes-te nuba alhada...

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Está bem, abelha!

Não sou a maior fã dos animais domésticos (já hienas ou javalis, tudo bem!).
Gosto de cães, mas quando são pequeninos e aprendi a gostar de cães da Serra, São Bernardos e Labradores e, se calhar, fico-me mesmo por esta humildezinha lista.
Já gatos....como dizer...põem-me doida!! Olho para um gato e dá-me uma extrema vontade de o pontapear. Não podia ser mais sincera.
O meu problema com os cães é que, na maioria dos casos, gosto mais de os ver ao longe.
- está todo contente! - quando começam naqueles saltos em que se elevam até à minha cara e ladram e pulam e vão e voltam, em movimentos esquizóides. Ninguém lhes entende a rota quando estão então felizes.
- pois...está contente, mas alegrias excessivas nunca fizeram bem a ninguém!- defendo-me sempre naquele tom de contadora de histórias, enquanto fecho os olhos depois de os ver cavalgar na minha direcção.
Não consigo meter a minha mão na boca deles e estar naquele movimento terno e brincalhão como se fosse eu um cão também e quisesse espicaçá-lo.
Temos realmente medidas diferentes de alegria e isso afasta um pouco o mundo animal de mim.
- ele não faz mal, não tenhas medo!- quantas vezes eu já ouvi isto enquanto percebia perfeitamente que se eu não saísse de cena levava uma boa mordidela, mas isso realmente não é fazer mal. Os cães é que são muito brincalhões! Mal fazem os raios u.v.!
A última vez que tentei entender a jovialidade de um cão, foi num dia de neve a explorar a cidade. Não tivémos aulas, o que é que vamos fazer? vamos meter-nos pelos trilhos mais desconhecidos que é tão lindo!!
Chegadas a um ermo qualquer, um cão a ladrar, a ladrar, a ladrar e a cavalgar. Não pude fechar os olhos como eu gosto e gritei. Mal, eu sei. Mas gritei e arriva uma senhora, qual Evita, à varanda da única casa que ali existia e eu em plenos pulmões:

- O CÃO É SEU?!
- É.....!
- ENTÃO CHAME-O POR AMOR DE DEUS!!!!!
- eh...também tenho medo dele....

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Caramba Obama

Vá lá...
Acalmem-se lá com o Obama.
Pode ser o ínicio de muita coisa, o homem parece efectivamente promissor, é uma alegria muito grande entender isso, há muita fé, há esperança, há sonhos, há magia no ar, mas vamos acalmar-nos.
Já não aguento ver, ouvir e presumir um yes, we can. Já mete fastio.
Estou com medo de ter sonhos com o Obama e a sua dream-real-family.
Estou enjoada desta tour de eleições americana.
Eu sei que é muito importante, juro que sei!!
Mas vamos dar espaço ao senhor para mostrar o que vale, sem alaridos e fundamentalismos, vamos deixar que ele devolva ao mundo um pouco mais de sensatez, normalidade, equilíbrio, simplicidade e justiça, tal como estamos todos a acreditar que ele seja capaz, que ele seja O homem.
Temos é de nos acalmar um bocadinho.
E eu preciso particularmente de umas férias de bandeira dos States a esvoaçar por entre discursos eficazes, gritos de alegria, choros de oh-my-god e acenares triunfais às massas crentes.
Obama, tu dá-lhe, há todo um mundo de positivismo nos teus ombros, mas faz-te à estrada e, passo o plágio, VAIMASÉTRABALHAR!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Força de viver

O pior às vezes é mesmo nunca a perder.
Ter sempre presente que existem coisas muito importantes e maravilhosas que, no geral, nos fazem agarrar a vida com unhas e dentes. Ter sempre a capacidade de esquecer o horrível que é estar numa fila de trânsito nas vésperas de um exame da faculdade e sentir o estômago prestes a sair pela boca, o horrível que é ser-se adolescente (o que por si só já pode ser motivo mais que plausível) receber um telefonema às 10 da manhã de uma mãe ou pai, logo à noite já conversamos minha menina: acabaram-se as saídas este mês!!, agonizar o santo dia até ouvir a chave na porta de casa, o horrível que é o primeiro desgosto amoroso e ter a exactidão tão firme que aquele ser de 12 anos que anda à pedrada no carro do professor de matemática é o nosso amor da vida, o horrível que é começar a avistar a pauta onde poderá estar uma nota não desejada, o horror da zanga de um melhor amigo e os minutos antes de o vermos, o horror de entrarmos para o banho e acabar a água quente, o horror de nos perdermos de carro sem gasolina, e um sem fim de horrores que momentaneamente nos põem a ferver e pensamos que talvez o balançar na ponte 25 de Abril seja uma opção, mas só ali, naquele instantinho de desespero, e depois poderíamos "voltar". E vistas bem as coisas, tudo isto é secundário e passageiro.
Mas hoje eu quis ir e voltar.
Trabalhar até à hora de ir dormir, no belo do escritório, a preparar com afinco a coisa X. Vamos chamar-lhe assim, para não agoirar mais. Coisa X, pronto.
Dormir pouco, acordar, estar cansada logo a uma 3a feira, chegar ao belo do escritório (tu outra vez?), abrir o pc, abrir o pc...., não ver o documento no ambiente de trabalho (onde deveria estar), não o ver em mais recanto algum do disco rígido, do disco não-rígido...eu sei lá... a coisa X foi à vida dela, passar umas férias bem longe daqui. A informação que tinha em papel, tinha-a rasgado triunfalmente no dia anterior, aquando da conclusão da coisa X e, portanto, lixo.
Olá suores frios, olá engolir em seco, olá verbalização para os demais colegas, olá pânico!
Visões dos meus braços pendurados na estrutura metálica da ponte 25 de Abril, o vento a fazer-me ganhar balanço e a mandar-me por aquelas águas onde iria descansar sem pensar mais na coisa X.
A força de viver ali bem ao nível dos meus tornozelos.
Mas depois até que fica grande, até que vou falar com o senhor porteiro e perguntar onde poderá estar eventualmente o lixo, onde jazz o triunfo em papel de outrora.
Encarar o lixo das empresas alheias, encarar o lixo da empresa onde quis morrer hoje.
A força de viver agora ali bem ao nível de Plutão quando vi a papelada envolta em restos de café e leite alpro de soja já apodrecido (ainda bem que era teu minha Gui), agarrar no saquinho e dizer-lhe vou levar-te comigoooo!
Foi bonito. Haja saúde.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

oh not happy days

Estas primeiras chuvas são como uma coroa de espinhos na minha cabeça.
Não me chegam a deprimir, mas são uma espécie de formigueiro que me percorre o corpo de revolta. Revolta que me obriga a pôr uma lente menos positiva do que é costume.
Há 5 minutos atrás dei por mim, aqui, sentadinha em frente a uma papelada e uns emails, a sentir que algo de horrível e de triste se estava a passar na minha vida. Uma melancolia que era menina para chorar. Aquela sensação de quando estamos a dormir e acordamos em sobressalto porque algo de angustiante se está a passar nas nossas vidas e não sabemos identificar nos primeiros segundos, acordei porque vou ser presa? acordei porque me vão amputar um braço? ah sim sim, vou ao dentista depois de almoço amanhã!, essa sensação de não identificar o que causa esta aceleração cardíaca de desânimo, mas que viro a cara para o meu lado esquerdo e entendo. Fiquei pasmada a olhar pela janela a chuva a gozar-me lá fora, aos gritos, em manada...
Como te odeio chuva, como me enervas, como me pões em transe, como me pões desgrenhada e ainda tenho de ouvir os está-muito-despenteada-hojeeee, como me fazes estar dentro do carro mais tempo a perseguir uma gota ridícula no vidro só porque quero esperar que ela chegue até às escovas do limpa pára-brisas e ver se entretanto ganhei mais coragem para te enfrentar, és um nojo, odeio-te e só os agricultores gostam de ti.

terça-feira, 28 de outubro de 2008



E é mesmo isso, já estou farta do meu blog!! A-ha!
Despeçam-se dos posts por teminhas pois essa disciplina estava a impedir que toda a parvoíce fluisse naturalmente no meu cerebelo !
Assim vou passar a poder não falar do Obama à mesma, vou poder repetir relatos inchados de ódio nas minhas segunda-feiras, vou poder enganar-vos e dizer que vou de férias quando efectivamente não vou, vou poder continuar a ignorar o crash bolsista, vou falar um dia do quanto odeio gatos e no seguinte de super maxis, vou falar de receitas de culinária que nunca fiz, vou enjoar pela repetição, vou enjoar pela repetição, vou enjoar pela repetição, vou enjoar pela repetição, vou enjoar pela repetição, vou enjoar pela repetição ( fantástico, não é?).

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

soja,soja,soja,soja

Os rebentos de soja foram o meu primeiro enigma nesta nova era alimentar.
Primeiro, o termo "rebentos" traz-me de imediato à cabeça o verbo rebentar. Foi algo que rebentou e agora andamos todos a comer o produto da rebentação.
Não me parece lá muito bem. Mas isto sou eu.
Depois...o soja? a soja? onde nasce? porque é que a minha avó nunca me falou em soja? o que é concretamente?
Eu sinceramente não sei e o gajo que se lembrou de nomear isto também devia estar um pouco rebentado.
Às tantas o mítico Marco do big breda (saudades das tuas lágrimas Teresa Guilherme).

terça-feira, 14 de outubro de 2008

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Quiz

Como é que é possível gostar-se de cebola cozida?

a) porque não temos papilas gustativas;

b) porque nos lembram lesmas e é divertida essa imagem;

c) porque nuncos nos lembrámos verdadeiramente de emitir um juízo de valor sobre uma boa posta de cebolinha cozida e agora, pensando bem, é de vómitos.


(agora entendo).

Icebergue alimentar

Vocês quando eram miúdos parvos também comiam gemadas quase diariamente?
Também tiveram esse período inexplicavel de adição ao ovo líquido?
Como é que eu permiti a mim mesma esse deboche?
Gostar de partir o ovinho, deitar num copo e despejar um rio de açucar para cima...
...mexer muito bem e comer aquela gosma amarela. Como?

oooora...

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Somos o que comemos

A propósito de conversas estranhas com malta que diz que come bem, vou pois abordar a roda dos alimentos.
Muito mal se come hoje em dia (digo eu que como mal).
Mas para quem é esquisito e pouco dado a novas aventuras nestes trilhos, vivem-se tempos realmente difíceis.
Existe um café a atirar para o posh nesta rua onde sou escrava, que tem muitas coisas diferentes. Tão diferentes que eu não consegui comprar o meu almoço e levava na alma essa vontade.
"Esta quiche é de quê?"
"É de alho francês e beringela!"
(Tudo bem...eu nunca fui muito de quiches. Calma.)
"E este folhadinho?"
"É de tofu!"
(temos um problemita...a que saberá tofu? e se eu nunca quis saber ao que sabe, vou hoje querer?....eh...adiante...)
"E este de massa tenra?"
"Ah! esse tem pesto e tshomin"
(ok. o "tshomin" para já ainda é produto da minha imaginação e má audição. Tudo bem. Mas foi algo do género que a senhora proferiu).
Foi vergonhosa a forma como me rendi ao meu classicismo alimentar. A verdade é que sou obtusa e extremamente fraquinha em desbravar caminhos como o do tofu e da beringela e do alho francês avec nozes caramelizadas . Não vale a pena.
Faço parte daqueles saloios que se sentam num banco feito de granito, ao solinho, a ver passar a procissão e a comer côdeas de pão com manteiga.
Somos o que comemos, sou uma rural.

Shiiiiiu...

Termino com o tique do silêncio quando algo parece não correr bem.
Tenho já um exemplo muito concreto: lá vão uns valentes dias em que a nova mascote do multibanco invadiu os ecrãs onde nos especamos à espera do dinheiro ou do talão.
Podemos comentar isso agora aqui que ninguém vê?
O que é aquele boneco medíocre?
Ainda pensei que o atm, onde constatei pela primeira vez a dita nova mascote, que estaria num update qualquer e, portanto, para não gastar tanta energia, estaria num modo ms-dos aplicado aos multibancos (eu sei que nada disto existe, mas entendem a ideia de um programa primário).
Quando começo a perceber que o boneco, com cara de meteram-me-aqui-e-agora-não-posso-sair-e-pior-que-tudo-é-que.tenho-de-ter-o-sorriso-colado, é afinal o novo substituto do outro que foi embora e que era muito mais simpático, risonho e marcante. É que eu amava aquele pestanejar de olhos e era como família já.
Este novo boneco do multibanco é ridículo.
Ridículo, amorfo e tem mesmo cara de quem não quer estar ali.
E, pelo menos, dia sim, dia não todos nós vamos a um multibanco. Como é que ninguém comenta isto? como?! não sentem falta do outro que nos acompanhou durante anos? que ficava triste por nos mandar a outro multibanco? que tanta conversa nossa ouviu, que tanta fúria nas teclas teve de aguentar? acham isto justo? e é com este silêncio nacional?
Este verde de sorriso imbecil e com os braços no ar... não vai ser fácil conformar-me, não vai.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Aqui há tique IV

Ora, ora, ora...
well, well, well...
Este é um dos tiques que eu mais aprecio na humanidade.
As estatísticas devem dizer que 1 em cada 2 sujeitos não consegue conter o espanto perante um espetáculo de pirotecnia.
Mesmo se fosse possível juntar uma categoria de velhinhos, na casa dos 90 invernos, daqueles jarretas refilões e que tivessem visto mais de 500 espetáculos destes, garanto-vos que uma fatia considerável deles iria dar mostras de espanto.
É um fenómeno.

- oooooooooh
- iiiiihh! olha ali aquele......eh pá.....tão lindo....(snif....)
- eh...eh lá.....aaaaaaaahhhhh
- tão lindo...... oooooooooh......

É mais forte que nós. É mais forte que o feitio mais introspectivo. Não há quem aguente estar perante estas luzes no céu e não deixe escapar um ooooooh...

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Shampôs há muitos

Também os rótulos dos shampôs têm algo de viciante. Prometem tudo caramba.
Os seus cabelos vão ficar assim, assado, cozido, grelhado, tostado e salteado.
E eu acredito, ali uns segundos, que aquele é que sim. Aquele é que deve ser mesmo diferente. Aquele é que tem as propriedades mágicas. Ui, nem quero imaginar de tão sedoso, brilhante e único que vai ficar. Ai ai, que vou levar, ai que eu vou lavar o cabelo, ai que eu vou lavar o cabelo com a poção mágica, olhem que lá diz que é mágico. Ai que já estou a lavar, olhem que isto seca num instante, ai que é hoje que eu vou entender os gritinhos das mulheres da herbal essences no meio de folhas de plátanos, ai que já lavei o cabelo, ai que já secou.
meu deus....

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Eu é que não sou parva!

Hoje em dia já não há grátis para nada.
O grátis de hoje implica sempre um custo, um esforço ou uma figura triste.
Ainda sou do tempo dos grátis, grátis, grátis, mas mesmo grátis.
Uma entrada grátis porque pertencia à classe das crianças.
Umas pastilhas grátis porque vinham anexadas a um pacote de batatas fritas.
Uma bicicleta grátis porque se juntaram cupões de 5 pastilhas gorila e foram remetidos para um apartado qualquer.
Uma viagem grátis por uma frase original e parva sobre o Mário Soares.
Havia sempre qualquer coisa de realmente grátis.
Havia.
Ainda ontem decidi travar na montra de uma agência de viagens (sim, já sei que isso também é uma forma de ultraje a mim mesma...) e lá olho de lado para a palavra "grátis".
Então "grátis crianças".
A frase maravilha com um boneco bebé muito sorridente. Depois em letras tão insignificantes que até me ficaram a doer o olhos do zoom que tive de fazer: "crianças a partir de 399€".
E pensei para mim mesma: mas será que estou a entrar numa espiral de Floribela em que tudo é caro e pobres dos ricos que não têm nada, mas que têm tudo, mas que não têm nada?
Mas não, o grátis é uma mania realmente irritante de os marketeers mostrarem que 90% dos consumidores são acéfalos. Desde quando 399€-uiiiiiiii-ainda-não-somos-400€ é grátis?!
Isto é para uma pessoa se sentir mal?
Ponham "acessível", "bom preço", "vale a pena", "compensa", "pense pelo menos duas vezes". Ponham um sem número de alternativas menos chocantes ao grátis.
Coitado do grátis, mais vendido que as meninas da profissão mais antiga.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Aqui há tique III

Mas havia necessidade de a Tina Turner andar sempre de pernas abertas?
Não havia Tina, tem tino.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Mania de falar mal

Que a futura geração de jovens adultos vai ser muito diferente da que temos actualmente, isso já nós sabemos (quem não sabe fica desde já a saber).
Agora que a futura geração de jovens adultos terá que ter permanentemente a conhecida bolinha vermelha no canto superior direito do ecrã onde actuam, isso já é uma informação mais ou menos nova.
Quem é que nunca leu aquela rúbrica, mail, folha de revista, escrita pelo Nuno Markl em que fala da geração nascida na década de 70 e 80? E o que nos rimos e revimos por sentirmos na pele que andar à pedrada e a comer relva sem histerismo dos progenitores, acabou por nos conferir um status em vias de extinção.
Somos os últimos bons.
Somos os últimos duros.
Somos a última fruta da época. Parece-me que a seguir vem tudo podre.
É oficial que existe a mania de se falar mal. Tem que se falar mal para se ser cool. Tem que se falar mal para se ganhar algum poder.
A grande maioria dos adolescentes (claro que haverá sempre aquela franja de pessoas com idade para terem, pelo menos, linguisticamente juízo) gostam de, numa frase, dizer 10 asneiras e palavras altamente estúpidas a meu ver.
"Está alte dia!".
O que é que facilita dizer "alte"?!
Consigo compreender, por exemplo, o "bué", eu também o dizia em todas as frases que pudesse. Facilita e é nice. Não vamos dizer "muito" e "extremamente" com 17 anos. Temos de ir dizendo "bué", encurta e facilita. Mas já que não é para facilitar, ao menos que tivesse a tal estética cool. Não é o caso. É totalmente forçado.
Mas enfim, estas coisas até escapam.
Agora perceber que existe um tique assumido em saber muito de tecnologiazinhas, o melhor Ipod, a PS3, telemóveis, mp3, programinhas de internet dos mais variados e depois dar calinadas gravíssimas como a que ouvi na semana passada, deprime e de que maneira.
O melhor mesmo é vedarem o acesso a todos os orgãos de poder a esta futura geração.
Temo que não consigamos ter uma velhice digna.
Portanto, ia eu no metro, na minha viagem para casa e um grupo de estudantes universitários ao meu lado a trocarem as mais diversas impressões. Chega o momento que me marcou, vindo de um ser que teria, no mínimo, 20 anos:
- ya....acho que isso é tipo aquelas cenas das árvores ginecológicas!
E o grupo continuou a falar, sem riso geral, sem correcção, sem achar que foi dito ali algo de mais ou menos incorrecto, pouco científico, inexistente.
Um grupo de 8 pessoas, meus amigos. 8 pessoas, só ali.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

E depois o Chocapic...


Então mas alguém me sabe explicar porque tanto gostamos nós de ler os rótulos de cereais quando nos decidimos abancar a tomar o pequeno almoço (long time, no see ) ?
Alguém me sabe explicar porque é que de repente queremos tanto ler o regulamento para o concurso "sê um chocapic na tua escola"?
Alguém me sabe explicar porque é que os valores nutricionais da porcaria dos cereais têm tanta importância naquele momento e a seguir vamos almoçar um bife com batatas fritas que rebenta certamente com o que seria desejável em termos nutritivos?!
Alguém me sabe explicar porque é que quando vemos DDR* , somos impelidos a ir confirmar que somos até cultozinhos e que significa mesmo Dose Diária Recomendada?
Não estou sozinha neste mistério, pois não?!