Não sou a maior fã dos animais domésticos (já hienas ou javalis, tudo bem!).
Gosto de cães, mas quando são pequeninos e aprendi a gostar de cães da Serra, São Bernardos e Labradores e, se calhar, fico-me mesmo por esta humildezinha lista.
Já gatos....como dizer...põem-me doida!! Olho para um gato e dá-me uma extrema vontade de o pontapear. Não podia ser mais sincera.
O meu problema com os cães é que, na maioria dos casos, gosto mais de os ver ao longe.
- está todo contente! - quando começam naqueles saltos em que se elevam até à minha cara e ladram e pulam e vão e voltam, em movimentos esquizóides. Ninguém lhes entende a rota quando estão então felizes.
- pois...está contente, mas alegrias excessivas nunca fizeram bem a ninguém!- defendo-me sempre naquele tom de contadora de histórias, enquanto fecho os olhos depois de os ver cavalgar na minha direcção.
Não consigo meter a minha mão na boca deles e estar naquele movimento terno e brincalhão como se fosse eu um cão também e quisesse espicaçá-lo.
Temos realmente medidas diferentes de alegria e isso afasta um pouco o mundo animal de mim.
- ele não faz mal, não tenhas medo!- quantas vezes eu já ouvi isto enquanto percebia perfeitamente que se eu não saísse de cena levava uma boa mordidela, mas isso realmente não é fazer mal. Os cães é que são muito brincalhões! Mal fazem os raios u.v.!
A última vez que tentei entender a jovialidade de um cão, foi num dia de neve a explorar a cidade. Não tivémos aulas, o que é que vamos fazer? vamos meter-nos pelos trilhos mais desconhecidos que é tão lindo!!
Chegadas a um ermo qualquer, um cão a ladrar, a ladrar, a ladrar e a cavalgar. Não pude fechar os olhos como eu gosto e gritei. Mal, eu sei. Mas gritei e arriva uma senhora, qual Evita, à varanda da única casa que ali existia e eu em plenos pulmões:
- O CÃO É SEU?!
- É.....!
- ENTÃO CHAME-O POR AMOR DE DEUS!!!!!
- eh...também tenho medo dele....
