Como adorava. Assim que era ligada a ignição do carro
- pai liga o rádio!!
- tem calma, está bem? deixa-me tirar o carro daqui.
Era um sufoco ouvir aqueles segundos de ponto de embraiagem.
- já estamos a andar! já podes ligar agora!
-chata pá...já está!
Ena! Música! E o sol a acompanhar o carro do meu pai, sem se deixar ficar para trás.
Depois de tudo muito bem (mal) negociado com o meu irmão, lá conseguia eu ir ao meio no banco do carro de vez em quando. O lugar do meio. O lugar onde amava assassinar as letras das músicas. Todas aquelas músicas que ficaram as das "viagens". Toda a gente tem as músicas das viagens.
Depois de tudo muito bem (mal) negociado com o meu irmão, lá conseguia eu ir ao meio no banco do carro de vez em quando. O lugar do meio. O lugar onde amava assassinar as letras das músicas. Todas aquelas músicas que ficaram as das "viagens". Toda a gente tem as músicas das viagens.
Os Sirs Elton John, Phil Collins, Simon & Garfunkel, George Michael, Michael Jackson, Prince, Billy Idol, David Bowie, Bruce Springsteen... Tão bom que era gritar born in "IÚ ESSE EIII" como se aquilo fizesse um sentido ainda maior que esse país. As ladys Madonna, Whitney Houston, Cyndi Lauper... os Duran Duran, Bangles, os queridos The Police, sei lá.... Lembro-me que amava ouvir o "take on me" dos A-ha e a minha favorita de cantar "video killed the radio star".
É um espaço de tempo e acção que fica gravado no ouvido. As viagens. Não interessava se chovia ou fazia sol. Interessava andar à tareia com o meu ilústre irmão para ganhar a dignidade do lugar ao meio, saber ser persistente para ir pedindo a regulação de som ao condutor e saber intercalar uma letra de música com "quantos Km´s já andámos? falta muito para chegar? podemos parar na próxima estação de serviço?"...
É um espaço de tempo e acção que fica gravado no ouvido. As viagens. Não interessava se chovia ou fazia sol. Interessava andar à tareia com o meu ilústre irmão para ganhar a dignidade do lugar ao meio, saber ser persistente para ir pedindo a regulação de som ao condutor e saber intercalar uma letra de música com "quantos Km´s já andámos? falta muito para chegar? podemos parar na próxima estação de serviço?"...
Para trás, ficaram os milhares de km´s mexidos com estas músicas que fazem doer a barriga quando voltamos a ouvir. Ficam para trás as estradas nacionais intermináveis, o ir contra os vidros nas curvas e as true colors da Cindy Lauper.
(Prometo não fazer mais nenhum post nostálgico nos próximos meses!)
2 comentários:
demais blondie!
wooooooooooooooooow Rosie! N~ºao é normal tornares público este tipo de coisas! mas foi identificação a 100% o que escreveste. mmo mt bom!
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